FCE Cosmetique
 
 , 8 de Fevereiro de 2012
   Revista - H&C - Household & Cosméticos
Vol. XI - nº 61 - Mai/Jun - 2010 
 
Palavra do Editor

Sem medo das eleições

Foi-se o tempo em que ano de eleições era sinônimo de instabilidade e engessamento da economia. Este ano, tudo indica que vai ser diferente. Os especialistas não preveem expressivas oscilações na Bolsa ou na cotação do dólar, muito menos retração do consumo antes ou depois do pleito, uma vez que o discurso da disputa tem sido de continuidade do ciclo virtuoso. O grande desafio da estratégia de marketing dos candidatos será convencer os eleitores se foi Lula que gerou a melhora dos índices sociais e econômicos ou se eles são herança de FHC.

Esse é um dos motivos para que os setores de higiene pessoal, cosméticos, perfumaria e limpeza trabalhem com a expectativa de crescer bem acima do PIB. Outra razão é a ascensão social da classe CDE, a grande a locomotiva do aumento do consumo em 2009. Entretanto, engana-se quem pensa que esses consumidores emergentes buscam apenas inclusão. É essencial conhecer suas necessidades e aspirações.

Tanto as eleições quanto as novas demandas dos consumidores emergentes serão temas de destaque no Seminário Household 2010, que também apresentará soluções sustentáveis para o mercado de produtos de beleza. Já no segundo semestre, estaremos envolvidos em importantes parcerias para o desenvolvimento dos mercados cobertos pela H&C, como os seminários sobre tecnologia verde em cosméticos em São Paulo e sobre tecnologia cosmética em Salvador, ambos em parceria com a ABC - Associação Brasileira de Cosmetologia, além de cursos rápidos, workshops em várias capitais e o 28º Congresso Abisa, também em Salvador.

Nesta edição, trazemos um balanço dos negócios de higiene, beleza e limpeza em 2009. Veja por que, mesmo em plena crise mundial, as famílias brasileiras não só consumiram mais como também sofisticaram o consumo, especialmente a classe CDE e as regiões Norte e Nordeste.

Vamos falar também de um fenômeno no mercado de cosméticos que vem sendo até chamado de pelofobia, por conta da aversão aos pelos nos corpos femininos e de um significativo número de homens. Resultado: as vendas de produtos depilatórios cresceram mais de 30% no último ano.

Em limpeza doméstica, trazemos uma matéria sobre alvejantes e águas sanitárias que, se por um lado ganham mercado por seu alto poder de desinfecção, fundamental no combate de doenças, por outro, vêm perdendo espaço para os produtos não clorados nos cuidados com as roupas. Vale a pena conferir.

Boa leitura.
Luiz Alberto Bozzolo
luizbozzolo@freedom.inf.br

 



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