Embora o PIB brasileiro tenha registrado queda de 0,2% em 2009, ele é o sexto maior entre os países do G20, que reúne as maiores economias desenvolvidas e emergentes no mundo, acima do registrado pelos países ricos e de outras economias emergentes, entre elas Rússia, a África do Sul e o México. Só para se ter uma ideia de como a crise foi mais branda por aqui, o PIB dos Estados Unidos sofreu queda de 2,4%, o da União Européia, 4,2%, e do Japão, 5%.
Não dá para negar que houve uma certa retração, mas a indústria de bens de consumo não duráveis passou ilesa. As famílias brasileiras gastaram mais, aumentaram os volumes comprados e sofisticaram a cesta de consumo na comparação com 2008.
Dados da Kantar Worldpanel (ex-LatinPanel), que acompanha no Brasil semanalmente os hábitos de compra de mais de 80 categorias das cestas de alimentos, bebidas , higiene pessoal e produtos de limpeza, numa amostra que representa 45,9 milhões de domicílios em todo o país, mostram que as famílias brasileiras gastaram 17% a mais em 2009 em relação a 2008.
Gastos com higiene crescem 21% - A cesta de higiene liderou o consumo em 2009, com crescimento de 21% no período, enquanto os gastos aumentaram 18% com bebidas, 17% com itens de limpeza doméstica e 16% com alimentos.
O volume comprado também subiu 15%. A maior alta foi na cesta de alimentos (17%), seguida por bebidas (13%) e limpeza doméstica (12%). A cesta de higiene pessoal foi a que registrou menor expansão em volume (7%). O volume médio de itens não básicos comprados pelas famílias para o abastecimento do lar avançou 15%, o que demonstra que o consumo está se sofisticando. Na cesta de higiene pessoal, por exemplo, 6 de 11 categorias da cesta cresceram em marcas premium. “O brasileiro, depois de afastados os fantasmas da crise, se deu ao luxo de gastar mais com produtos mais caros”, diz Christine Pereira, diretora comercial da Kantar Worldpanel no Brasil.
O estudo também mostra que a classe DE foi a grande responsável pelo aumento do consumo em 2009. Essa parcela da população gastou 21% a mais com as cestas monitoradas pela Kantar. A classe C foi a segunda colocada em expansão de gastos, com 17% de crescimento, seguida pela classe AB, com 14%.
A classe DE também dominou a expansão das vendas de não duráveis em volume, com 21%. Na classe C, a expansão de 13%, e na AB, de 8%. A classe DE, que comprava com regularidade 34 categorias, passou a levar para casa 37 categorias em 2009. Entraram na cesta das famílias mais pobres os temperos industrializados, o leite em pó e os cremes e loções. “Com este salto, as famílias do estrato DE passaram a ter um carrinho de compras equivalente ao das famílias de classe C”, diz Christine.
Consumo cresce no Norte e Nordeste - As regiões Norte e Nordeste e Centro Oeste foram o destaque do consumo em 2009. O volume médio das cestas cresceu 14% nessas regiões. Outras regiões que se destacaram foram Grande Rio de Janeiro (12%), o Sul do país (11%), Litoral e Interior do Rio de Janeiro (8%) e Interior de São Paulo (7%). A Grande São Paulo foi a região que registrou menor expansão nos volumes comprados: 3%.
Na avaliação de Renato Meirelles, sócio-diretor do Instituto Data Popular, esses números refletem os resultados das políticas públicas de fomento ao consumo, desde a instalação da crise dos mercados mundiais. “Enquanto no cenário mundial a palavra de ordem era economizar, o Brasil seguia o caminho inverso”, afirma.
Meirelles, que será um dos palestrantes do Household 2010, acredita que a tendência de consumo do mercado emergente deverá se manter. Ele cita alguns fatores preponderantes para a geração de consumo da classe média e da base da pirâmide: os programas de expansão de renda, o aumento da oferta de crédito e os reajustes salariais, geralmente superiores aos índices de inflação e a participação mais ativa de jovens e mulheres nas atividades econômicas.
Meirelles também não deixa de lado o aspecto psicológico que envolve a ascensão social dos estratos mais pobres da população. “Ninguém quer dar um passo para trás. Quem conseguiu subir na escala social quer manter o status e isso estimula o chamado ciclo virtuoso da economia”, analisa.
Para Meirelles, tendência de consumo do mercado emergente deverá se manter
Potencial do consumo brasileiro - O Ibope Inteligência apresentou recentemente o Pyxis 2010, uma base de dados que apresenta o potencial de consumo por grupos de produtos e por classes sociais em todos os municípios brasileiros. Os dados disponíveis mostram que as classes A e B representam 32% da população, mas absorvem, juntas, acima de 55% do consumo do país, em todos os grupos de produtos, exceto alimentação.
Especificamente a classe A consome três vezes mais do que a sua presença na população, sendo que os produtos de maior consumo proporcional são malas, bolsas, cintos e brinquedos. Já a classe B consome o dobro do seu tamanho na população e, compra em maior volume produtos de beleza, malas, bolsas, cintos, água mineral, sucos, refrigerantes, brinquedos e bebidas fermentadas.
Os produtos da classe C, cujo consumo é proporcional ao seu tamanho na população, são itens de mercearia, carnes e derivados, vestuário infantil e calçados femininos. As classes D e E, por sua vez, consomem menos do que sua participação na população em todas as categorias.
Regionalmente, as menores diferenças ocorrem nos gastos com alimentação no domicílio (média de R$ 1.419,00 per capita em 2009) e com os produtos de higiene pessoal (média de R$ 232,00 per capita em 2009). Ou seja, quando se trata de alimentação no domicílio e produtos de higiene, os consumidores gastam valores aproximados em todas as regiões do país.
São Paulo é o Estado onde há maior gasto per capita com alimentação no domicílio e produtos para casa. Os paranaenses são os que mais gastam com artigos de limpeza, os cariocas com bebidas e os gaúchos com medicamentos.
Projeção nacional de consumo para 2010
Calçados: R$ 30,5 bilhões
Artigos de Limpeza: R$ 11,7 bilhões
Eletrodomésticos: R$ 94,3 bilhões
Alimentação no Domicílio: R$ 226,7 bilhões
Higiene: R$ 37,0 bilhões
Material de Construção: R$ 63,9 bilhões
Vestuário: R$ 81,4 bilhões
Fonte: Pyxis 2010/Ibope Inteligência
HPPC cresce 14,75% - Com um crescimento em valor de 14,75%, em comparação a 2008, o faturamento do setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos chegou a R$ 24,970 bilhões ex-factory (preço do produto na saída da fábrica, sem impostos) no ano passado, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec).
Em volume, o aumento foi de 4,5%, totalizando 1,643 milhão de toneladas produzidas. “Acreditamos que é possível uma manutenção desse crescimento na casa dos dois dígitos para os próximos anos”, prevê João Carlos Basilio da Silva, presidente da Abihpec.
Entre as categorias que mais cresceram, o dirigente destaca os cremes dentais, com elevação de 17,53% em valor e 8,73% em volume. “Embora esta seja uma categoria de produto com o maior índice de penetração dentro do nosso setor em todas as classes sociais, ela continua vigorante, mostrando que há espaço e enorme potencial para que as outras categorias continuem mostrando índices de crescimento semelhantes ou maiores”, analisa.
Outros campeões de venda foram os sabonetes, com um faturamento 27% maior, graças à introdução de versões com maior valor agregado, como os sabonetes líquidos, formulações com matérias-primas vegetais e outros atributos que vão além de simplesmente limpar a pele.
A previsão da Abihpec é que nos próximos 5 anos o crescimento permaneça na casa dos dois dígitos. “Estamos completando 15 anos de crescimento na casa dos dois dígitos”, completa.


Em relação aos canais de distribuição, em valor, as vendas se dividiram em: 33,96% varejo, 30,76% atacado, 29,89% venda direta e 5,26% franquias. Já em volume, o varejo é responsável por 39,75%, o atacado por 51,27%, as vendas diretas por 8,11% e as franquias por 0,85%.

Incentivo às exportações - O total exportado pelo segmento de HPPC foi US$ 587 milhões, registrando queda de 15,5% em volume e de 9,3% em valor. Apesar da redução das vendas externas, o saldo da balança comercial fechou positivo em US$ 131 milhões, resultado motivado principalmente à queda das importações em 9% em volume e 2,1% em valor, totalizando R$ 456 milhões.
Para estimular os negócios com o mercado externo, a Abihpec e a Agência Brasileira de Promoção e Investimentos (Apex-Brasil) renovaram o programa Beautycare Brazil para o biênio 2010/2011, que iniciou uma nova fase, com estratégias mais agressivas para o fortalecimento das exportações do setor. De acordo com Basilio, o trabalho direcionado já permitiu a elevação de 17% nas exportações em janeiro de 2010, em comparação ao mesmo período do ano passado. “Em 2009, o resultado foi surpreendente e as empresas associadas ao Beautycare Brazil cresceram 15% nas exportações, comparado com a queda de 9% de todo o segmento”.
Entre as mudanças já incorporadas, está a segmentação das empresas de acordo com o nível de preparação para a entrada ou desenvolvimento no mercado exportador, garantindo ferramentas direcionadas. Com base em pesquisas de mercado, seis países terão prioridade de trabalho no biênio: Angola, Arábia Saudita, Colômbia, Moçambique, Peru e Portugal. O novo direcionamento também incluiu a renovação da marca Beautycare Brazil para expressar os pilares autenticidade, segurança, eficácia, diversidade e irreverência, bem como e a inauguração do portal www.beautycarebrazil.org.br.
“Cada vez mais a gente vai ter a possibilidade de apresentar o Brasil no exterior com uma cara nova, uma cara moderna”, prevê Alessandro Teixeira, presidente da Apex-Brasil. De acordo com o executivo, o projeto garantiu que nos últimos anos os produtos brasileiros ganhassem grande visibilidade em mercados internacionais. “Além de aumentar o volume das exportações, o projeto foi responsável por ampliar a percepção internacional de que o Brasil fabrica produtos diferenciados”, avalia.

Só três países cresceram - Para quem ainda duvida do vigor do Brasil no mercado mundial de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, de acordo com o Euromonitor, o país não só ocupa a terceira posição no top ten global, como está entre os três únicos países que registraram resultados positivos em 2009. O crescimento brasileiro de 3,2% só não foi melhor que o da China, 10,4%, e do Japão, 6,6%. O Brasil é o primeiro mercado em desodorante; segundo em produtos infantis, produtos masculinos, higiene oral, proteção solar, perfumaria e banho; terceiro em produtos para cabelos e maquiagem; sexto em skin care, e oitavo em depilatórios.

Abipla aposta em crescimento de dois dígitos - O setor de produtos de limpeza encerrou 2009 com uma elevação de 7% no faturamento, que superou os R$ 12 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de produtos de Limpeza e Afins - Abipla. Entre os produtos que mais se destacaram em vendas no ano passado, estão as categorias de produtos voltados para os cuidados com o lar, como os purificadores de ar, águas sanitárias e multiusos. “Além disso, devemos considerar as categorias de cuidados com a roupa. Os detergentes em pó e amaciantes se mantêm como as duas principais categorias, representando 40% do faturamento do setor”, explica Maria Eugenia Proença Saldanha, diretora executiva da entidade.
“O consumo dos produtos de limpeza no Brasil ainda é baixo se comparado a outros países. Com o aumento na renda, o investimento da população na cesta de limpeza vem aumentando gradualmente nos últimos anos”, destaca Maria Eugênia.
A executiva aposta em um cenário dos mais positivos para os produtos de limpeza em 2010: “Pela primeira vez desde a implantação da leitura estatística do setor pela Abipla há seis anos, estima-se crescimento na marca dos dois dígitos”. A expectativa da entidade é crescer na casa dos dois dígitos, no mínimo atingindo a marca dos 10% em comparação a 2009.
Mais produtos no carrinho - De acordo com o Índice Nacional de Volume Abras (Associação Brasileira de Supermercados), pesquisado pela Nielsen, o autosserviço brasileiro apresentou, em 2009, crescimento 3,8% nas vendas em volume da cesta de limpeza caseira. O crescimento foi liderado pelas principais categorias e ficou acima da média do total registrado pelos supermercados, 3,2%.

Otimismo em limpeza profissional - O setor de limpeza profissional espera crescer 8% em 2010. A previsão é da Associação Brasileira do mercado de Limpeza Profissional (Abralimp). Em 2009, o setor faturou R$ 9,2 bilhões, pretendendo chegar a R$ 10 bilhões este ano. Já para o setor de serviços em limpeza profissional, a previsão é mais modesta: 4%. “Novas oportunidades surgirão em todo o Brasil em função das eleições 2010, Copa de 2014 no Brasil e Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro”, aposta Luciano Galea, novo presidente da entidade, empossado em janeiro.
As previsões de crescimento da Abipla e da Abralimp reforçam as expectativas da organização do 9º Household & Auto Care 2010 de que esta edição baterá todos os recordes, tanto de público como de expositores, além de oferecer o mais completo programa palestras no seminário, que terá como tema central o desenvolvimento sustentável. “Produtos com formulações concentradas, com ativos menos agressivos ao meio ambiente, que proporcionem economia de tempo e de água nas tarefas, que utilizem embalagens inteligentes e/ou recicladas, enfim, todas as atuais e futuras demandas do consumidor de produtos de limpeza serão amplamente discutidas durante o Household 2010”, destaca Luiz Alberto Bozzolo, diretor da Freedom Comunicação, organizadora do evento.
Franquias avançam - O setor de franquias não recuou diante da crise mundial e fechou 2009 com um faturamento de R$ 63 bilhões, o que representa crescimento de 14,7% em relação ao ano anterior. O desempenho foi apurado pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) através de pesquisa feita com 1.643 marcas de franquias atuantes no País. De acordo com Ricardo Camargo, diretor executivo da ABF, as previsões anteriores foram confirmadas. “A crise não inibiu o setor de franquias, pelo contrário motivou o sistema”.
Para o executivo, o que mais chama atenção nos dados é o aumento significativo no número de redes e unidades. Em 2009, 264 novas redes surgiram no mercado, um aumento de 19,1%, totalizando 1.643. Já o número de unidades (pontos-de-venda de serviços ou produtos), saltou de 71.954 para 79.988, um aumento de 11%.
Desempenho das Franquias
Fonte: ABF
Venda direta fatura R$ 21,8 bilhões - O mercado brasileiro de vendas diretas registrou em 2009 um volume de negócios de R$ 21,858 bilhões, 18,4% mais do que em 2008, de acordo com Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD). Descontado o IPCA, o crescimento real foi de 14,1%. Já o número de revendedores cresceu 17,7%, chegando a 2,377 milhões de revendedores. “Num ano de adversidades para a maioria dos setores da economia, as vendas diretas geraram oportunidade de renda para 2,3 milhões de pessoas que foram à luta e fizeram o setor movimentar bilhões de reais, além de ajudar o País na arrecadação de impostos”, comemora Lírio Cipriani, presidente da ABEVD.
Os revendedores autônomos comercializaram em 2009 1,7 bilhão de itens, superando em 10% o registrado no ano anterior. Considerando que o número estimado de domicílios brasileiros é de 57 milhões, de acordo com PNAD do IBGE, o volume representa a venda de 30 produtos ou serviços para cada domicílio. Há um ano, a média era de 28 itens.
Segundo a ABEVD, o setor de vendas diretas é composto por empresas de segmentos diversos, sendo 88% da categoria de cuidados pessoais, 6% de suplementos nutricionais, 5% de cuidados do lar e 1% de serviços e outros.
Vendas diretas
Fonte: ABEVD
ABRE prevê melhor resultado em 15 anos - O setor de embalagens prevê o melhor resultado dos últimos 15 anos. Estudo da Fundação Getúlio Vargas, encomendado pela Associação Brasileira de Embalagens (ABRE), apresentado pelo coordenador de análises econômica do Instituto de Economia da FGV, Salomão Quadros, mostra que em 2010 o setor deverá crescer entre 4,7% e 6,1%, o que significa o melhor resultado dos últimos 15 anos. A receita dos fabricantes deverá atingir R$ 39 bilhões.
Em 2009, a receita líquida de vendas do setor foi de R$ 36,176 bilhões, 0,1% menor do que o ano anterior. Os setores usuários de embalagem com melhor desempenho em volume de produção foram a indústria farmacêutica (7,91%), bebidas (7,06%), perfumaria e cosméticos (4,84%) e sabões, sabonetes, detergentes e produtos de limpeza (4,53).
Produção física de embalagem

Fonte: IBGE/FGV
Principais indústrias usuárias de embalagem

Crescimento acima da média - Com 40 anos de mercado, a Embelezze lidera o mercado de transformação (alisamentos, relaxamentos e afins) com 30,9% das vendas ao consumo em unidades (fonte: Nielsen Nov/Dez 2009). Já na categoria coloração, é o fabricante 100% nacional com melhor participação, com 16,9% das vendas ao consumo em unidades (fonte: Nielsen Nov/Dez 2009). O ano de 2009 foi fechado com um crescimento de cerca de 30% em relação a 2008.
Já a estratégia de lançar produtos voltados às classes A e B surtiu resultado para a Nazca, que viu seu faturamento saltar 15% em 2009, especialmente em virtude do lançamento da linha capilar Plusline, com formulações diferenciadas e embalagens premiadas no Embanews 2010, na categoria Estrutura Técnica. “Nossa finalidade com este lançamento é ampliar nosso share de mercado para 5% nos próximos dois anos”, revela Paulo Maffei, CEO da Nazca. A empresa fabrica outros 160 produtos distribuídos em nove linhas, todas voltadas para o público C e D. A produção mensal é de 3 milhões de unidades.
O Boticário cresce 20,2% - O Boticário, que completou 33 anos, anunciou um faturamento de R$ 1,25 bilhão em 2009, valor 20,2% maior do que o registrado em 2008 (R$ 1,04 bilhão), ultrapassando em quatro pontos percentuais a meta, que era de 16%. O faturamento da rede alcançou R$ 3,5 bilhões contra R$ 2,8 bilhões registrados em 2008 e a meta de abertura de novas lojas em 2009 foi superada em 80%, fechando o ano com 2.840 lojas.
A crise econômica mundial não desacelerou o ritmo da empresa, que manteve os investimentos em 2009. Ao todo, foram quase R$ 150 milhões investidos em um novo centro de distribuição em Registro, no Vale do Ribeira, interior de São Paulo, na ampliação da fábrica, e em novos produtos, tecnologia da informação, recursos humanos, pesquisa e inovação e infra-estrutura.
Para 2010, a previsão é manter o ritmo de crescimento e investimentos. Cerca de R$ 70 milhões serão aplicados na continuidade dos projetos iniciados no ano passado. Além disso, aproximadamente R$ 60 milhões estão sendo investidos na renovação do patrocínio do programa Fantástico, da Rede Globo.
A empresa também anunciou a criação do Grupo Boticário, que nasce com duas unidades de negócios: O Boticário, maior rede de franquias e cosméticos do mundo, e GKDS, responsável pela prospecção, identificação e desenvolvimento de novos negócios para o Grupo. O Conselho de Administração, que tem como presidente Miguel Krigsner, fundador do Boticário conduzirá a definição das estratégias e rumos dos negócios “A criação do Grupo Boticário consolida mais uma etapa da implantação da Governança Corporativa, que iniciamos há mais de sete anos. E nos prepara para os desafios e oportunidades que o mercado trará nos próximos anos”, comenta Artur Grynbaum, presidente executivo.

Natura vai investir 250 milhões - A Natura registrou lucro de R$ 683,9 milhões no ano passado, um aumento de 32% sobre o ganho de 2008, que foi de R$ 517,9 milhões. A receita líquida da empresa em 2009 foi de R$ 4,2 bilhões, 18,6% acima dos R$ 3,6 bilhões de 2008. "Apresentamos um crescimento superior à média do setor, o que comprova a aceitação de nossa proposta nos mercados em que atuamos, todos com potencial de expansão", comunicou a empresa em relatório ao mercado.
A Natura investiu R$ 140,6 milhões no ano passado e o orçamento para este ano é de R$ 250 milhões em tecnologia, aumento da rede de distribuição e elevação da capacidade operacional. "O crescimento econômico esperado para o Brasil nos próximos anos, com os prováveis impactos na melhoria da distribuição de renda e no aumento da participação da mulher na atividade econômica, aponta para a contínua evolução do mercado brasileiro de cosméticos, fragrâncias e produtos de higiene pessoal", prevê o relatório.
Liderança em cinco categorias - O ano de 2009 foi também foi positivo para a Reckitt Benckiser. Segundo Ricardo Monteiro, gerente de mídia e relações públicas para a América Latina, a companhia cresceu o dobro do setor em 2009 e acredita que o ritmo de vendas vai se manter e até aumentar em 2010, uma vez que a empresa está ampliando sua capacidade de comunicação regional e nacional.
“Por ser uma empresa de capital fechado, a RB não divulga seu faturamento localmente sem consentimento prévio da matriz. Globalmente, a RB faturou 7,1 milhões de libras esterlinas, com crescimento de 13% comparado a 2008”, informa Ricardo Monteiro, Gerente de Mídia e Relações Públicas para a América Latina.
A RB detém 17 marcas no Brasil e 350 produtos em seu portfólio. Apenas em 2009, lançou 26 produtos em diversas categorias, o dobro de lançamentos em relação a 2008. A empresa também cresceu quatro posições no ranking de anunciantes do Ibope e é o 14o maior anunciante do país. Em 2010, investirá cerca de R$ 600 milhões em comunicação, um incremento de 20% em relação a 2009.
A companhia conquistou, ainda, a liderança de mercado com mais três marcas: SBP (inseticidas), Bom Ar (perfumação de ambientes) e Harpic (limpadores sanitários), além de registrar recorde de maket share com as já líderes Vanish (alvejantes) e Veja (limpadores).
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