FCE Cosmetique
 
 , 10 de Fevereiro de 2012
   Revista - H&C - Household & Cosméticos Vol. IX - nº 52 - Nov/Dez - 2008 

Sazonal Household

 

Bem-estar é tudo que o consumidor quer dentro de casa
Produtos de home care com apelos de bem-estar são sempre oportunidades de bom negócio.




A discussão em torno de bem-estar pode seguir por infinitos caminhos, da filosofia à medicina, da religião à política. Da mesma forma, em home care, o bem-estar está entre as principais expectativas dos consumidores. O desafio é ir de encontro a esse desejo tão intangível com propostas bem concretas.
Tudo começa com a necessidade evidente de manter ambientes limpos da maneira mais eficiente e fácil possível, com cada produto desempenhando seu papel, seja para desengordurar, desinfetar, lavar, dar brilho, tirar manchas e por aí vai. Parece que já existe tudo, mas ainda há muitas oportunidades esperando para serem exploradas e alguns obstáculos pelo caminho.

Casa saudável
A Microban do Brasil, subsidiária da companhia norte-americana de soluções antimicrobianas, está apostando em um novo conceito de higiene e bem-estar e para divulgá-lo criou a Casa Saudável, localizada em Bertioga, litoral de São Paulo. Idealizada pelo diretor da empresa, Toshiak Ouchi, contou com a parceria de empresas que já comercializam produtos com a tecnologia.
Trata-se de uma residência comum, porém mais fácil de limpar e de manter limpa, com ambientes sem manchas ou maus odores. A novidade fica por conta da aplicação e uso de produtos para acabamento e decoração com proteção antimicrobiana. De acordo com Ouchi, a proteção é incorporada na fabricação dos produtos para inibir continuamente a proliferação das bactérias e fungos, que causam mofo e bolores, contaminações e alergias respiratórias, promovendo uma melhor qualidade de vida aos moradores e poupando tempo e dinheiro para manutenção.
Entre as aplicações desenvolvidas, estão texturas das paredes, tintas, vernizes das portas e janelas,  resinas para telhas, caixas d’água e pisos,  umidificadores de ar, banheiras de hidromassagem, assentos sanitários, móveis, rejuntamentos de azulejos e pisos e até nos utensílios domésticos.
“A sensação de bem-estar está muito ligada à higiene, porém as pessoas não têm tempo e não gostam de limpar. Por isso, soluções como Microban surgem para contribuir para isso. Quem não quer chegar em casa e encontrar paredes, pisos e móveis sem manchas e com aspecto de novos e limpos por muito mais tempo?”, questiona Ouchi.

Oportunidade -
O ativo ainda não foi incorporado aos produtos de household no Brasil, mas Ouchi garante que já é possível desenvolver formulações de ceras e lustra-móveis, por exemplo, com o benefício de controlar a proliferação de microorganismos pelo período em que os produtos permanecerem sobre as superfícies.
E por falar em bactérias, a Agência de Notícias da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo repercutiu recentemente um estudo publicado na edição da Revista Microbiology, que revelou que produtos químicos usados para matar bactérias podem estar fazendo o contrário, deixando os microrganismos ainda mais resistentes. De acordo com a pesquisa, concentrações não letais de biocidas empregados em produtos para limpeza, como desinfetantes, podem fazer com que a bactéria Staphylococcus aureus se torne mais resistente à ação de antibióticos. Por outro lado, se forem utilizados em níveis corretos, eles matam as bactérias e microorganismos.

Falsa limpeza -
Os riscos apontados pelo estudo podem ter no Brasil um impacto ainda maior sobre a saúde e o bem-estar do consumidor, por conta do uso de produtos clandestinos.  Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla), 42% da água sanitária, 30% dos desinfetantes e 16% dos amaciantes são falsificados. No estado de São Paulo, a pirataria atinge 52% dos produtos.  
Geralmente com preços mais atrativos, os produtos de limpeza falsificados não têm garantia de controle de qualidade e não trazem informações sobre composição e origem das matérias-primas. “Quando em excesso, o teor de cloro, por exemplo, pode ser prejudicial à saúde e causar casos de intoxicação, irritações na pele e até mesmo queimaduras”, alerta o químico Celso Miranda de Lima, das Indústrias Químicas Anhembi.

Alternativas ao formol –
Além de competir com a clandestinidade, mais um desafio para os fabricantes é que eles têm até 30 de maio de 2009 para banir de vez o formol das formulações de saneantes. Durante o seminário Household 2008, realizado em junho deste ano, em São Paulo, a Rohm and Haas apresentou aos profissionais do setor algumas alternativas de substituição.
Muitas indústrias já realizaram mudanças em suas formulações, como a RCD Ambientare, de Gramado (RS). A partir de agora, utilizará a isotiazolinona, fornecida pela Clariant. De acordo Rita Drago Maldaner, diretora da empresa, só falta a liberação da Anvisa para o produto chegar ao mercado, inclusive com novos rótulos. Rita explica que a substituição não trouxe prejuízos às formulações e até tornou os produtos mais estáveis, porém elevou o custo final em cerca de 3%. “Acredito que os preços da matéria-prima possam ser reduzidos quando todas as empresas passarem a utilizá-la”.
Mas não é só à limpeza e à desinfecção dos ambientes que a consumidora se apega quando busca bem-estar. As fragrâncias dos produtos de limpeza vêm adquirindo tanto status quanto as substâncias ativas das formulações (confira matéria a respeito nesta edição). De olho nessa oportunidade, começam a surgir propostas diferenciadas no mercado de velas, que movimenta US$ 360 milhões por ano no País, de acordo com a Abrafave - Associação Brasileira dos Fabricantes de Velas.

Luxo e sofisticação
- As velas aromáticas invadiram definitivamente os lares brasileiros para levar bem-estar, aconchego e harmonia. Inicialmente, predominavam os produtos artesanais, mas isso está mudando. O luxo e a sofisticação começam a contagiar também esse mercado. Conhecida por suas fragrâncias, a marca Tania Bulhões Perfumes resolveu lançar uma linha de velas perfumadas.  Cada uma das 10 linhas de perfume possui sua vela aromatizante correspondente. Depois da vela acesa, em cerca de dez minutos a fragrância se propaga pelo ambiente e dura até duas horas num local fechado.
Já a Riva uniu aroma e design para criar a Rivaromas, uma linha de velas aromáticas com modernos recipientes em prata, criadas pela editora da Revista Casa Vogue e designer Clarissa Schneider. São quatro tipos de velas em tom âmbar, com diferentes temas, perfumes e embalagens coloridas.
“O olfato é o único dos cinco sentidos que tem uma relação direta com nosso subconsciente. A idéia é que se usem as velas para o próprio benefício. Está mais do que provado que os aromas despertam emoções”, explica Clarissa, que convidou Fátima Leão, aromatóloga e perfumista com formação em vários países, como Londres, Índia, França e EUA, para desenvolver as essências exclusivas. As embalagens foram criadas por Cláudio Novaes, que já trabalhou no departamento de design de agências de publicidade como DPZ e W/Brasil, e preside, desde 2004, a Cláudio Novaes Design, especializada em design estratégico.

Limpadores naturais –
Produtos que reforçam o conceito de alternativas menos agressivas ao meio ambiente estão entre os principais apelos para o consumidor, que está cada vez mais informado e consciente sobre preservação.  O mercado de orgânicos movimenta cerca de 250 milhões de dólares no Brasil, e deverá crescer em um ritmo de 30% a 50% ao ano, estima a Organics Brasil, projeto de promoção dos produtos orgânicos brasileiros, desenvolvido em parceria pelo Instituto de Promoção do Desenvolvimento (IPD), a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), para fomentar a comercialização dos produtos orgânicos nacionais no mercado externo.
Uma das associadas ao projeto, que reúne 65 empresas de vários nichos, é a Cassiopéia que comercializa a linha BioWash de produtos de limpeza naturais e biodegradáveis, como detergentes, amaciantes, desinfetantes e limpadores. Todos os produtos contêm aloe vera orgânica, óleos vegetais, corantes naturais e óleos essenciais e não possuem matérias-primas derivadas da petroquímica.

Se a clandestinidade ainda atormenta o mercado, e os desafios tecnológicos de ordem regulatória ou por demanda dos consumidores são cada vez maiores, as oportunidades estão por toda parte, seja nas categorias em ascensão ou em novas categorias, em uma pequena parte do interior do Brasil, no país todo ou do outro lado do planeta.
Workshops 2012
 
10º Curso de Tecnologia e Soluções em Produtos de Limpeza-SP
17/3/2012 e 18/3/2012
Workshop Recife-PE
10/4/2012 e 11/4/2012
Workshop Belo Horizonte-MG
12/6/2012 e 13/6/2012
Workshop Porto Alegre-RS
10/7/2012 e 11/7/2012
Workshop Goiânia-GO
16/8/2012 e 17/8/2012
Curso de Desenvolvimento de Cosméticos PET-SP
25/8/2012 e 26/8/2012

Artigos Técnicos

Formulando com manteigas exóticas

[James J. Ramirez, Larry S. Moroni - Biochemica International USA]



Como as Enzimas Podem Reduzir o Impacto dos Detergentes Líquidos

[Novozymes]



Vitalização e Proteção das Células-Tronco da Derme

[ Focus Química]



Uso sustentável do pinhão brasileiro

[Daniella Lopes Francischetti]



AquaCacteen - Umectância, Proteção e Nutrição para a sua pele

[Dr. Daniel Schmid – Mibelle Biochemistry]


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