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 , 9 de Setembro de 2010
   Revista - H&C - Household & Cosméticos Vol. VIII - nº 45 - Set/Out - 2007 

  Sazonal Household

Tradicional versus inovação

Para impulsionar a categoria de inseticidas é preciso oferecer inovação, porém manter os valores tradicionais da categoria


Mercado de inseticidas passa por uma boa fase, com alta nas vendas do início da década para cá. As ligeiras quedas apresentadas neste período não impactaram a tendência crescente da categoria. Em 2005, o Retail Index da Nielsen apontou para um crescimento de 17,2% em volume, na categoria de inseticidas aerosóis, em relação a 2004. Aliás, os aerosóis são, dentro da categoria de inseticidas, o segmento que mais cresce na cesta de limpeza como um todo.
No ano passado, a categoria apresentou estagnação: incremento de 0,3% em volume, queda de 0,3% em valor e redução de preço de 0,6%. Essa interrupção no ritmo de crescimento levou a indústria a uma postura mais agressiva para este ano. Esta estratégia, inclusive, já traz resultados positivos. Dados da Nielsen apontam que no primeiro semestre de 2007, o segmento de inseticidas cresceu 4,6% em volume e 5,6% em valor.
No Brasil, a briga no ramo deverá se intensificar, principalmente com a chegada de Mortein, inseticida global da Reckitt, o retorno de Bombril, e a aquisição da Sul Química (líder em inseticidas da região Sul) pela Assolan.

Diferenciais Como em outros mercados, os novos produtos são os responsáveis pelo crescimento do consumo. A primeira estratégia é oferecer produtos com ação específica, como, por exemplo, os desenvolvidos contra determinados tipos de insetos e os itens para jardim.
A outra forma de conquistar a preferência do consumidor é se destacar na gôndola. Para isso, é preciso investir numa embalagem diferenciada. Visual e facilidade de aplicação são os atributos mais valorizados pelo consumidor.
“Cabe aos designers compreender que os produtos usados na limpeza e defesa do lar contra sujeira, germes, gordura e insetos têm que transmitir performance, além de mostrar desempenho e deixar claro que têm poder para resolver o problema”, explica o designer Fábio Mestriner.
Segundo ele, “imagens como raios, alvos, explosões, turbilhões, ondas e outras associadas a movimento são muito freqüentes e funcionam bem nessa categoria”. “Gatilhos e aerosóis com jato forte, bicos que emitem jatos e produtos que usam eletricidade são exemplos de busca por fulminância exigida nesses casos”, completa.

 

RenovaçãoA Reckitt Benckinser é uma das empresas que apostam no sucesso do mercado de inseticidas. A categoria responde por mais de 15% de seu negócio no País. No final do ano passado, a fabricante trouxe para o Brasil sua marca global Mortein, que substituiu as linhas Rodasol e Rodox.
A marca recém-chegada ao nosso mercado, por meio da denominada Força Vermelha, está apoiada sobre dois pilares essenciais: tecnologia de ponta e fórmulas poderosas, que combatem de maneira eficaz problemas e incidências específicas de insetos e ratos.
Com essa mudança, o objetivo da empresa, que também atua nesse segmento com as marcas SBP e Detefon, é alcançar a liderança no mercado de inseticidas em até três anos. De acordo com Patrícia Macedo, gerente de marketing da Reckitt Benckiser, a aposta em inseticidas se justifica pelo desempenho do mercado. “Inseticidas é a categoria que ainda apresenta o maior crescimento em valor na cesta de limpeza, segundo a Nielsen”, afirma.


 Crescimento sazonal
As vendas de inseticidas no Brasil e no mundo crescem proporcionalmente à elevação da temperatura, de acordo com dados publicados no Anuário Abipla 2007. Nas regiões mais quentes, principalmente, o aumento das vendas está relacionado ao surgimento
dos casos de doenças provocadas por insetos, em especial
a Dengue – de acordo com especialistas do mercado, todos os inseticidas praticamente são efi cazes contra o mosquito transmissor, apesar de que a indústria explora essa funcionalidade em determinados
itens, por meio de divulgação na embalagem.
Segundo dados da Nielsen (fornecidos pela Reckitt Benckiser),
durante o verão passado, o aumento de vendas de inseticidas no Brasil foi de 19,6% para aerossóis, 20,6% para líquidos, 14% para elétricos,
e 6% para armadilhas e iscas – um crescimento acima do esperado no País.



Desempenho Segundo a executiva, “a Reckitt é a empresa que mais cresce, devido à consistência de suas ações”. Ela conta que no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2006, a fabricante cresceu acima do mercado em valor. A segunda colocada no ranking foi a Ceras Johnson, que comercializa as marcas Raid, Baygon e Mafu, entre outras.
Dentre os motivos do sucesso da Reckitt nesta categoria destacam-se: o fortalecimento da marca SBP e a chegada de Mortein. A primeira é tradicional no mercado brasileiro de inseticidas, sendo que nos últimos anos foi a marca que mais ganhou participação, resultando em share de 24,8% no primeiro semestre de 2007, se comparado ao mesmo período do ano anterior.
Para Mortein, a força está nas inovações de aplicação, como Mortein Cantos e Frestas: um aerossol que age contra baratas e seus ovos, formigas e aranhas e garante, segundo a fabricante, duração de até seis semanas após cada aplicação. A inovação está presente também no bico plástico direcionável 360º, que alcança os lugares mais difíceis, que normalmente oferecem as maiores condições de proliferação dos insetos.

Perspectivas O mercado de inseticidas é um dos que estão em ascensão no setor de limpeza, mundialmente, segundo o Anuário Abipla 2007. O motivo principal é a elevação das temperaturas em todo o mundo. Nos países mais desenvolvidos, há uma tendência do consumidor optar por inseticidas elétricos, em substituição a fórmulas em spray ou aerossóis, o que não acontece no Brasil por questões de preço, segundo a Abipla.
Com uma amplitude de formatos (aerosol, elétricos (líquidos e pastilhas), em espiral e armadilhas), as empresas fabricantes de inseticidas, aqui no Brasil, precisam inovar ainda mais.

 Resultado por categorias
Em 2006, os inseticidas elétricos apresentaram o melhor desempenho
entre todos os produtos de limpeza no Brasil, com um crescimento
de 14,74% nas vendas. A categoria de aerossóis teve crescimento de
3,92% a de armadilhas para insetos, 1,64% e a de inseticidas líquidos
registrou queda no faturamento, de 7,38%. Em 2006, houve deflação
de 4,5% nos preços dos produtos, constatada pela Fipe (fonte: Anuário
Abipla 2007).

 

Workshops 2010
 
Workshop Belo Horizonte-MG
14/9/2010 e 15/9/2010
Curso de Perfumaria e Aromacologia-PR
8/11/2010 e 9/11/2010
Curso de Skin Care / Sun Care-SP
9/11/2010 e 10/11/2010
8º Curso de Tecnologia e Soluções em Produtos de Limpeza-SP
3/12/2010 e 4/12/2010

Artigos Técnicos

Ingrediente à base do Cacto Palma Forrageira para cosméticos masculinos

[Dr. Daniel Schmid, Dr. Irene Montaño, Esther Belser, Sandra Meister]



Formas cosméticas

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