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Antimofos: oportunidade milionária
Categoria ainda pequena pode ser ampliada e aumentar sua penetração nos lares brasileiros, por meio de investimento em comunicação

Mercado de antimofos continua pequeno no Brasil, se comparado a outras categorias de limpeza doméstica. Porém, ao contrário de segmentos mais tradicionais, esse tipo de produto tem baixa penetração nos lares brasileiros e, por isso, pode expandir muito mais. Investimento em lançamentos e aumento de publicidade, de acordo com fabricantes do setor, devem fazer as oportunidades de crescimento se concretizarem.
Há mais de um ano, a reportagem da H&C detectou que essa categoria é carente de divulgação ou de ações que impulsionem o consumidor na hora da compra. As gôndolas dos pontos-de-vendas, em geral, reservam um espaço pequeno para esses itens, porém eles estão lá, persistentes e ainda “vivos”.
A popularização desses itens ainda está longe. O preço alto é apontado por profissionais do setor como o grande empecilho para isso. Um antimofo em seu tamanho mais comum, de 400g, tem preço final médio de R$ 6 para o consumidor. Esse valor, segundo os fabricantes, vem do alto custo das embalagens.
Panorama – Segundo profissionais do setor, a marca Secar, da Sim – Sociedade Industrial, é líder na categoria. Outras empresas que comercializam antimofos são a Unibank, com a marca Pingu, e a HCM, fabricante do Hippo Caça-Mofo. O antimofo, de acordo com fabricantes, é um produto sazonal. Isto é, quando o tempo está seco a procura, que já não é alta, cai ainda mais.
Além da sazonalidade, a regionalização também influencia nas vendas. Algumas empresas apostam nisso para fortalecer sua marca, com atenção especial para locais onde o consumidor pretende cuidar ainda mais de sua casa contra mofos, como o litoral.

Diferenciais – De acordo com Letícia Rezende, da área de marketing da Sim, a empresa registrou um crescimento expressivo em comparação com o mesmo período no ano anterior. “Os antimofos contribuem para esse resultado já que são uns dos carros-chefes da empresa”, afirma.
Para conquistar resultados positivos, a empresa aposta em ações de PDV para ampliar a visibilidade de sua marca, Secar. Segundo a executiva, neste ano, a empresa preparou materiais impressos para as lojas do varejo, de supermercados a casas de construção, e vídeo educativo sobre o uso correto dos antimofos.
Os produtos da marca Secar estão disponíveis em embalagens de 80g e 180g. Ambas são comercializadas nas versões Neutro e Baby (com fragrância infantil) e em variantes com perfume: lavanda, floral e silvestre. Secar é um antimofo que age à base de sal higroscópio, absorvendo os vapores d’água presentes no ar. Letícia afirma que os mais procurados pelos consumidores são Neutro e Baby. O ativo desses itens é o cloreto de cálcio. Os preços, no geral, variam nas lojas de R$ 4 a R$ 7 aproximadamente.
Além dos antimofos voltados para utilização em ambien-tes fechados, como dispensas, guar-da-roupas e armários, Se-car tem item exclusivo para geladeiras. O objetivo é eliminar odores fortes, como os de peixe, cebolas, queijos, carnes e frutas. A embalagem plástica contém um sachê de 30g com carvão ativado. A marca conta ainda com outros desodorizadores em seu portfólio.

Pastilhas – Outro tipo de apresentação nesta categoria é o formato pastilha, como o produto Higie Plus perfumado, da Distrimax, do Espírito Santo; o Sanifect, da Sanilar, de Guarulhos/SP, que contém ortofenilfenol, ingrediente com ação antimicrobiana; ou o Lipex, da Atrevida, de São José dos Campos/SP.
O antimofo & antitraça Lipex tem como principal ingrediente o paradiclorobenzeno e fragrância de canela. Segundo a fabricante, a participação desse produto nas vendas é significativa, junto com a linha de pedras sanitárias (formato similar), que é seu carro-chefe. Nesta categoria, a Atrevida fabrica aproximadamente um milhão de itens por mês.
De carona – Para ampliar suas vendas os antimofos podem aproveitar o crescimento do interesse do consumidor pelos odorizantes, Segundo a Euromonitor, são eles a categoria mais promissora no mundo da limpeza. Ao combater o mofo, o usuário reduz a formação de odores e perfuma os ambientes fechados.
Entretanto, ao contrário do mercado de odorizadores – que possui, por exemplo, produtos com tecnologia que permite liberar fragrâncias aos poucos, de acordo com a necessidade e a escolha do consumidor –, em antimofos não há inovação. E sem investimento em tecnologia, o crescimento fica cada vez mais embolorado.
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