M Cassab
 
 , 9 de Setembro de 2010
   Revista - H&C - Household & Cosméticos
Vol. VII - nº 40 - Nov/Dez - 2006 

Sazonal Cosméticos

spañol 

O mercado de higiene e beleza faz sucesso no Brasil e conquista espaço no exterior. Empresas brasileiras exportam cada vez mais e, ao mesmo tempo, as de fora se interessarem em atuar no mercado interno. Tudo isso contribui para aumentar a importância do País no setor, mundialmente. O desempenho positivo no cenário internacional foi destacado pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio

Luiz Fernando Furlan, durante a Cosmoprof de São Paulo, em setembro.
“Uma indústria que dobrou as exportações em apenas três anos é um ótimo exemplo de que estamos no caminho certo do crescimento”, disse. Segundo o ministro, o setor vai bater a marca de US$ 500 milhões em vendas externas neste ano. Só no primeiro semestre, as exportações de cosméticos cresceram 26,5%, em comparação ao mesmo período de 2005.

O Brasil conta com diversas indústrias com forte atuação nas exportações do setor, como Colgate-Palmolive, principalmente em higiene bucal, e Unilever, em cuidados pessoais, além de muitas outras de menor porte, que, entretanto, têm no mercado externo oportunidades significativas para compor seu faturamento. A Natura também está atenta a essas oportunidades. A empresa abriu uma loja em Paris recentemente e, no mês passado, inaugurou um centro de desenvolvimento na

França, onde devem atuar cerca de 20 profissionais de pesquisa. O Boticário se mostra focado no mercado externo no conceito de novos produtos como a linha Native Spa, que traz ingredientes naturais dos cinco continentes para facilitar sua penetração em diversos mercados.


Mais oportunidades As rodadas de negócios organizadas entre os mais de 20 compradores internacionais – trazidos para a Cosmoprof São Paulo pela Abihpec, em parceria com a Apex-Brasil (Agência de Promoção de Exportações do Brasil) – e as empresas associadas obtiveram bons resultados, combinando os interesses comuns entre esses profissionais e os expositores do pavilhão.

Um balanço realizado com os participantes do projeto registrou um valor superior a US$ 9 milhões em expectativas de negócios gerados apenas durante as rodadas, sem contar os US$ 4,6 milhões em vendas internacionais estimadas para os próximos 12 meses.

Empresas estreantes no evento ressaltam o grande número de novos contatos estabelecidos e as mais experientes avaliam a edição deste ano como a mais positiva. É o caso de Walmir Paulino, diretor comercial da Farmaervas. “Fizemos ótimos contatos com compradores de países como Portugal, Irã e Arábia Saudita, e pretendemos ampliar ainda mais nossas exportações, que já correspondem a 30% do faturamento da empresa”, revela.

Na EuropaAs rodadas realizadas pelo escritório credenciado ao Programa AL-

Invest, da Comissão Européia (com objetivo de fomentar acordos comerciais e transferências de tecnologia entre pequenas e médias empresas européias e latino-americanas) também registraram resultados positivos durante a edição da Cosmoprof em São Paulo. Para Eliseu Simões Neto, gerente de comércio externo da Vitaderm, a participação nestas rodadas “dá grande credibilidade e perspectivas de desdobramentos concretos nas negociações com as empresas estrangeiras”.

De acordo com o executivo, entre os objetivos principais da Vitaderm estavam: encontrar empresas que pudessem importar seus produtos, ainda que para complementar as linhas de itens próprios e desenvolver contatos com fornecedoras para possíveis desenvolvimentos de novos negócios no Brasil e no exterior. A empresa oferece itens para tratamentos profissionais de estética e cuidados com os cabelos.

Atualmente, as exportações representam 4% dos negócios na empresa, por meio das marcas Vitaderm e Vita Amazônia. E esse número pode aumentar. “Já temos agendada a visita de uma empresa com a qual nos encontramos, e também estão previstas discussões para implementar uma joint-venture a partir de 2007”, afirma o gerente.

Estreante nas rodadas de negócios, a Estética New Face também teve uma experiência positiva. “Nossa presença nos permitiu adquirir experiência no comércio internacional, já que o mercado apresenta tantas oportunidades de negócios”, diz Etelvina Graciela Sgambato, sócia-proprietária da empresa, que fabrica e comercializa e distribui produtos cosméticos, incluindo itens de manipulação. “Estamos estudando propostas para 2007, de empresas da Itália e da Alemanha”, conta a executiva.


Atrativo para estrangeiras
O comércio internacional no ramo cosmético traz oportunidades em mão dupla. As parcerias são oportunidades tanto para incrementar as exportações das empresas brasileiras quanto para trazer novidades de fora para cá. Se a presença de empresas brasileiras no exterior aumenta cada vez mais, o mercado interno também atrai marcas internacionais. Fabricantes da Itália estão entre os mais ávidos por conquistar ainda mais espaço por aqui.

Se os dados relativos ao intercâmbio entre a Itália e o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) registraram uma leve queda no período 2003/2004, devido à valorização do euro sobre o dólar, em 2005 verificou-se uma retomada excepcional. Segundo a Unipro, associação que reúne a indústria cosmética italiana, as exportações dos produtos italianos para estes países cresceram 35,3% em comparação com o ano anterior. Só o Brasil foi responsável por 54,9% do total dos produtos exportados para o Mercosul, totalizando 6,7 milhões de euros.

No ano passado, as exportações de produtos de beleza italianos para o mercado brasileiro cresceram 45,6% em relação a 2004. Os itens mais consumidos pelo mercado nacional nesse período foram os de cuidados corporais, que responderam por um crescimento de 847,2% de 2004 para 2005 e os de perfumaria, cujo consumo cresceu 118,5% nesse mesmo período.

“As exportações italianas para o Brasil estão crescendo, pois o país dispõe de uma base grande de consumidores”, diz Maurizio Crippa, diretor da Unipro. “As mulheres brasileiras cuidam mais da beleza e por isso nosso objetivo é criar um relacionamento contínuo e sistemático com o mercado no Brasil”, conclui.

Tecnologia, pesquisas realizadas em lugares exóticos em busca de novos cheiros e lançamentos de produtos realmente novos podem incrementar ainda mais o mercado de perfumaria fina

Por toda parte, em termos de mercado, a palavra em voga é inovação. É por meio dela, acredita-se, que as empresas podem crescer, oferecendo soluções ainda mais específicas e eficazes para os consumidores, de acordo com suas necessidades. E na perfumaria fina, como as marcas inovam?

Segundo Milena Siqueira, gerente de perfumaria fina da Quest International no Brasil, um dos caminhos é utilizar matérias-primas exclusivas: “ingredientes únicos que tragam um diferencial em relação aos demais produtos existentes no mercado”, detalha. Esses ingredientes podem pertencer tanto ao fabricante quanto às casas de perfumaria, sendo necessário um bom investimento de qualquer uma das partes, ou até mesmo de ambos. Os recursos, geralmente, são direcionados a pesquisas, como as expedições para lugares que possuem grande potencial “odorífico”.

 

Workshops 2010
 
Workshop Belo Horizonte-MG
14/9/2010 e 15/9/2010
Curso de Perfumaria e Aromacologia-PR
8/11/2010 e 9/11/2010
Curso de Skin Care / Sun Care-SP
9/11/2010 e 10/11/2010
8º Curso de Tecnologia e Soluções em Produtos de Limpeza-SP
3/12/2010 e 4/12/2010

Artigos Técnicos

Ingrediente à base do Cacto Palma Forrageira para cosméticos masculinos

[Dr. Daniel Schmid, Dr. Irene Montaño, Esther Belser, Sandra Meister]



Formas cosméticas

[Ricardo Pedro]



Reologia e modificadores reológicos

[Ricardo Pedro]



Espessantes

[Ricardo Pedro]



Umectantes

[Ricardo Pedro]


Rua Visconde da Luz, 189 Itaim Bibi - 04537-070 São Paulo - SP
Tel/Fax: (11) 3846-1577
Desenvolvido por FTech