FCE Cosmetique
 
 , 10 de Fevereiro de 2012
   Revista - H&C - Household & Cosméticos
Vol. VII - nº 36 - Mar/Abr - 2006 

Sazonal Cosméticos

spañol 

Em época de Fashion Week, São Paulo e Rio de Janeiro, no Brasil, e as tradicionais Milão e Nova York se curvam ao mundo da moda. Modelos famosas e “wear stylists” disputam as luzes dos refletores. Por trás deles, estilistas de Cabelo e Maquiagem se desdobram para dar o look ideal a cada um na passarela. As unhas também recebem atenção especial. Há alguns anos, tornou-se comum a presença das marcas mais tradicionais de esmalte nos bastidores dos desfiles.

E a onda fashionista fez bem à categoria. Executivos do setor passaram a ver na maquiagem para unhas um segmento potencial para inovações em ativos, inserção de valores agregados e, principalmente, cores diferenciadas. Os looks e coleções passaram a dar mais importância aos esmaltes e as marcas que só atuam em cuidados com as unhas entraram na moda da sazonalidade.


Resposta rápida – Iniciativa tomada, resultados encontrados. Nos últimos anos, as vendas de maquiagem para unhas percorrem uma evolução. Segundo dados da Euromonitor, a categoria sofreu uma queda entre 1999 e 2002, mas a partir daí o faturamento vem crescendo mundialmente. No balanço final de 2004, os itens para unha registraram vendas mundiais de US$ 2,53 bilhões, o segundo faturamento mais alto desde 1998.

As brasileiras seguem fielmente essa tendência mundial. No ranking da Euromonitor, o Brasil ocupa a terceira posição em vendas, com US$ 209,9 milhões, atrás apenas de Japão (US$ 229,3) e Estados Unidos (US$ 452,7). O resultado do mercado nacional de maquiagem para unhas é surpreendente. A América Latina é o continente onde a venda é menor, com apenas US$ 497 milhões. Ou seja, nosso País alavanca as vendas da categoria e representa quase 50% de todo faturamento.


Indústria – Os dados da indústria brasileira, divulgados pela Abihpec, mostram uma evolução similar. Segundo a associação, a categoria de maquiagem para unhas fechou 2004 com R$ 267 milhões em faturamento, mais do que o dobro em relação a 1999 (R$ 118 milhões).

De acordo com os últimos dados divulgados pela Abihpec antes do fechamento dessa edição, a projeção para 2005 é de que o setor deveria atingir a cifra de R$ 318 milhões, um aumento de 19%. Em volume, o crescimento também é significativo. Em 2004, foram vendidas pouco mais de 2 mil toneladas de esmaltes. Até outubro de 2005, esse número já ultrapassava 1,8 mil toneladas. Se o ritmo de vendas foi mantido, o ano passado pode ter fechado com crescimento superior a 15%.

Dentro da categoria de maquiagem, os esmaltes são o segundo item mais vendido desde o início dos anos 2000, atrás apenas de maquiagem para boca. Mas a diferença entre ambos vem caindo. Em 2005, a liderança dos batons e similares já começa a ser realmente ameaçada, com apenas R$ 7 milhões à frente.


Pioneirismo – A primeira empresa brasileira a apostar agressivamente no mundo fashion foi a Niasi, detentora da marca Risqué. “O esmalte era um item esquecido quando se falava de tendências de maquiagem para a estação”, afirma Soraia Ferretti, diretora de marketing da empresa. Segundo Ferreti, ele é a grande vedete, pois a consumidora se preocupa muito mais em estar antenada com a moda por meio da cor de esmalte da estação do que com outros itens de maquiagem.

Para a coleção primavera verão 2005/2006, a marca colocou no mercado a linha New Wave, inspirada nos looks dos anos 80. Pelo quinto lançamento consecutivo, os novos itens foram desenvolvidos em parceria com o estilista Reinaldo Lourenço. “Cor é moda”, enfatiza Soraia. “Portanto, a moda é muito importante na escolha das tonalidades que iremos usar em cada coleção”.


  Soraia Ferretti da Niasi: “O esmalte era um item esquecido quando se falava de tendências de maquiagem para a estação”

Recordes – Apesar da enorme preocupação com a cor e as tendências da moda, a diretora garante que outros fatores não são deixados de lado. “Uniformidade na cor, brilho, durabilidade e secagem rápida são características essenciais nunca esquecidas pelos consumidores”, diz Soraia Ferretti.

Segundo ela, a marca Risqué ocupa, desde setembro de 2001, o primeiro lugar no mercado de esmaltes no Brasil. “Atualmente, nossa participação é de 39,4% em valor”, afirma a executiva. “Tivemos em 2005 um crescimento recorde de 35%. Nesse ano, esperamos crescer pelo menos 16%”.

Para chegar a esse resultado, a estratégia da marca é o lançamento contínuo de novos produtos. Além disso, a empresa pretende manter o processo de relacionamento com as profissionais manicures e o alinhamento com eventos ligados à moda e ao público jovem.


Até homem
– No ano passado, a Risqué apostou em outra tendência forte do setor de cosméticos, o mercado masculino, e se deu bem. Dentro da divisão Homem da Niasi, a marca apresentou, em julho, sua linha para homens, com duas bases: Semi-brilho, que oferece um brilho discreto; e Fosca, que dá um efeito de unhas polidas, sem brilho.

“Tentamos eliminar o grande problema que os homens têm com os esmaltes presentes no mercado, o excesso de brilho”, afirma Flávia Carro, gerente de produtos da marca. Ambos os esmaltes contém D Pantenol, que contribui para o fortalecimento das unhas, fator que gera procura por parte dos homens. De acordo com a gerente, o lançamento foi um sucesso, resultando numa excelente performance de vendas e previsão de novidades para este ano.

-Crescimento de maquiagens


Retomada – A moda também passou a receber status de grande estrela na Impala Cosméticos. Apesar dos problemas com a Anvisa no início do ano (veja quadro abaixo), que inviabilizaram inclusive o lançamento de sua nova linha de esmaltes na última edição do São Paulo Fashion Week, a empresa promete um 2006 forte e competitivo.

Com a fabricação e comercialização de seus produtos retomada normalmente no início de fevereiro, a Impala já reprograma o lançamento da linha Impala Neon, desenvolvida em conjunto com a confecção Neon, do estilista Dudu Bertholini e da modelista Rita Comparato Meyer.

Entenda o caso Impala
Tudo corria bem na Impala. A empresa preparava sua estréia no São Paulo Fahion Week com o lançamento de uma linha de esmaltes inspirada na moda. De repente, veio o baque. Em publicação no Diário Oficial da União, no dia 13 de janeiro deste ano, a Anvisa comunicou a proibição da fabricação, distribuição, comércio e uso, em todo território nacional, dos produtos do laboratório Avamiller de Cosméticos Ltda., fabricante dos esmaltes Impala.

A ação ocorreu depois de uma consumidora com dermatite irritativa (reação da pele ao uso de um produto, que pode causar irritação ou alergia) aparecer em diversos veículos da mídia nacional atribuindo seu problema aos esmaltes da Impala. O questionamento às matérias publicadas veio do fato de que a última vez que a senhora utilizou tal esmalte foi há três anos.

“É quase impossível que uma alergia se perpetue por três anos após a suspensão do uso do produto”, afirma o médico dermatologista Dr. Luiz Roberto Terzian, coordenador científico do congresso brasileiro de manicures. “A única explicação para a manutenção do problema é a continuidade do contato com as substâncias às quais é alérgica como, por exemplo, qualquer outro esmalte de unhas”.

Vitória – Depois de passar por uma inspeção técnica-científica da Anvisa, a Impala teve autorização para retomar a fabricação e comercialização de seus esmaltes no início de fevereiro. “Todos os esmaltes possuem, praticamente, as mesmas substâncias em sua fabricação. Portanto, quem não tem alergia, não terá com nenhuma marca, e quem tem, terá com todas elas”, diz Terzian.

Em carta aberta a seus clientes, fornecedores e colaboradores, o presidente da Impala, Edison Scroback, comemora a volta à normalidade. “Não seremos vencidos por chantagistas ou aproveitadores de má-fé. Nossos produtos não representam e jamais representaram uma ameaça à saúde dos consumidores”, afirma.


Mulher 2006 – Marca de renome no mundo fashion, a Neon é a aposta da Impala para embarcar de vez nesse conceito, com tons vibrantes e berrantes. “A mão é um elemento de sedução feminina muito forte. A mulher de hoje já não quer mais a unha transparente, rosinha, delicada”, afirma a modelista. “Assim, como nossas criações, os esmaltes têm cores fortes e vivas, pra bater o olho e chamar a atenção”.

A coleção também se preocupou com o design gráfico e os nomes de cada variante, que foram inspirados em peças de roupas do armário das mulheres. Segundo Meyer, a mulher de hoje não tem mais receio em se maquiar, se produzir. Pelo visto, a mudança pode vir das unhas.

  Risqué aposta em coleções para as estações do ano
Ranking de vendas mundiais de maquiagem para unhas, no varejo, em 2004 (em milhões):
  1º Estados Unidos US$ 452,7
  2º Japão US$ 229,3
  3º Brasil US$ 209,9
  4º Reino Unido US$ 161,9
  5º Alemanha US$ 145,3
  6º Espanha US$ 103,2
  7º México US$ 95,4
  8º Itália US$ 95,3
  9ºFrança US$ 90,8
  10º Rússia US$ 89,6





 

 


Workshops 2012
 
10º Curso de Tecnologia e Soluções em Produtos de Limpeza-SP
17/3/2012 e 18/3/2012
Workshop Recife-PE
10/4/2012 e 11/4/2012
Workshop Belo Horizonte-MG
12/6/2012 e 13/6/2012
Workshop Porto Alegre-RS
10/7/2012 e 11/7/2012
Workshop Goiânia-GO
16/8/2012 e 17/8/2012
Curso de Desenvolvimento de Cosméticos PET-SP
25/8/2012 e 26/8/2012

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