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 , 23 de Abril de 2014
   Revista - H&C - Household & Cosméticos
Vol. VII - nº 35 - Jan/Fev - 2006 

Sazonal Cosméticos

spañol 

A chegada do verão anuncia o início da temporada de vendas dos produtos de cuidados com o sol. É no último trimestre do ano que a comercialização desses itens é verificada com mais intensidade. Para se ter uma idéia, segundo dados da Abihpec, o faturamento da categoria de bronzeadores e protetores solares no primeiro semestre de 2005 foi de apenas
R$ 46 milhões. No entanto, a previsão para o movimento no ano inteiro é de R$ 536 milhões (dados fornecidos pela associação até o fechamento desta edição). Isto é, nos seis últimos meses do ano, as vendas serão aproximadamente 11 vezes maiores que nos primeiros seis.

Essa sazonalidade, de acordo com executivos e especialistas, só tem um motivo: a pouca conscientização sobre os males causados pela alta exposição ao sol. Ao contrário do que se verifica na prática, o uso dos filtros solares é recomendado por dermatologistas para o ano inteiro.

Outra explicação é a baixa penetração dos protetores solares no consumo brasileiro. Uma pesquisa realizada em 2004 pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) com mais de 30 mil pessoas mostrou que 69,4% da população brasileira se expõem ao sol sem nenhuma proteção, 23,6% utilizam protetores, e apenas 7% não tomam sol. Apesar de alarmante, esse índice é o mais baixo já verificado, segundo a SBD, e demonstra que, aos poucos, as pessoas estão se conscientizando sobre a necessidade de se proteger contra os raios solares nocivos.

Perspectivas otimistas O aumento da conscientização se reflete diretamente na venda dos protetores solares. O faturamento previsto para este ano
(R$ 536 mi ) é recorde absoluto, segundo dados da Abihpec, e representa um aumento de 40% em relação a 2004, ano em que a categoria registrou vendas de R$ 383 milhões. Se as expectativas se confirmarem, bronzeadores e protetores solares representarão 30% do faturamento da categoria de cuidados com a pele

  O Boticário investe na linha Golden Plus para garantir boas vendas no verão

Outro fator que contribui para esse fenômeno de vendas é a significativa diminuição no preço dos itens de Sun Care dos anos 90 para cá. De acordo com executivos, a redução na carga tributária foi a grande responsável por essa queda. “Em 1992, o IPI era de 77% para protetores solares”, conta João Carlos Basilio da Silva, presidente da Abihpec. Nos anos 90 as reduções chegaram a 20% e no início de 2000 a 10%.

“No início de 2004, ainda passamos por um pequeno aumento para 12%, segundo o governo para compensar a não cumulatividade do PIS e do Cofins”, diz Manoel Simões, diretor-executivo da Abihpec. Finalmente, em novembro do mesmo ano a associação conquistou seu objetivo e conseguiu que o governo reduzisse o IPI a zero para protetores solares. “Afinal, são produtos que agem a favor da saúde das pessoas”, explica. Segundo recente pesquisa do Instituto Nacional do Câncer, o câncer de pele é o número um no Brasil em quantidade de casos registrados e também em casos previstos para 2006.

Outra batalha Apesar da vitória junto ao governo federal em relação ao IPI, a luta da Abihpec contra os impostos não terminou. O principal alvo da associação agora é o ICMS, devido aos governos estaduais. “Cada estado tem sua tributação, o que dificulta um pouco as negociações, mas estamos aos poucos chegando a um consenso”, explica o presidente João Carlos Basilio da Silva.

Atualmente, a maior alíquota de ICMS cobrada no País é de 25% nos estados de Alagoas, Amapá, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Nos demais, esse valor cai para 17% ou 18%. O objetivo da Abihpec é, a exemplo do IPI, reduzir a alíquota dos protetores solares a 0%.

Os principais esforços da Abihpec para conseguir essa redução estão nos estados do sul. “Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina tiveram forte colonização européia e a população, predominantemente clara, sofre com sol forte e o conseqüente alto índice de câncer de pele”, diz o diretor Manoel Simões. “Os governos têm que levar em consideração a importância dos protetores na prevenção da doença”, conclui.

Concorrência acirrada Mes-mo com a alta tributação, a categoria não pára de crescer. O resultado positivo faz com que empresas cosméticas se dediquem cada vez mais a esse mercado. Atualmente, já é possível, inclusive, encontrar protetores solares formulados de acordo com cada tipo de pele, ou até filtros específicos para cabelos. A época para o aparecimento dessas novidades é agora, no verão.

Os fabricantes de ativos que protegem pele, cabelo e até roupas e móveis contra os raios UVA e UVB também comemoram. Além da expansão do mercado de bronzeadores e protetores solares, a gama de aplicação também cresceu. Hoje em dia, ter FPS em maquiagens e hidratantes para o rosto é praticamente obrigatório para conquistar a preferência dos consumidores. Xampus, condicionadores e géis também podem ter FPS como diferencial. Esse ativo é usado, principalmente na Europa, até em formulações de detergente em pó, lustra-móveis, tintas e tecidos.

  Conceito Fator Azul é a aposta da Nivea para seus produtos sun care

Liderança O mercado de Sun Care é liderado mundialmente, desde 2004, pela Nivea,que alcançou recentemente a segunda posição no mercado nacional, com 14% de participação nas vendas. O objetivo agora é chegar ao primeiro lugar também no Brasil. Para isso, o País foi escolhido como o primeiro a receber o novo conceito Fator Azul. “Estamos relançando a linha nesse verão, com novas fórmulas e embalagens, visando diferenciar a marca por meio da valorização dos nossos atributos, como proteção imediata e certificação de qualidade de proteção contra a radiação solar, entre outros”, afirma Daniella Bríssac, gerente de produto Nivea Sun.

“Apesar de um crescimento de 42% nos últimos dois anos, os produtos de sun care ainda têm penetração muito baixa no País”, diz Bríssac. De acordo com a executiva, do faturamento que a categoria registrou em 2004, 82% foi com protetores solares; 11% com bronzeadores; 6% com produtos kids; e 1% com autobronzeadores.



  Tributação em Sun Care
 
protetores solares
preparados bronzeadores
IPI
0
12
PIS
2,2
2,2
COFINS
10,3
10,3

Investimento Quem também espera resultados expressivos para esse verão é o Boticário. A empresa investe R$ 5 milhões no desenvolvimento e lançamento de novos produtos na temporada. A expectativa crescer 40% nas vendas dos protetores solares Golden Plus para o verão 2006. “O último trimestre do ano representa 40% do nosso faturamento geral anual, então é natural que tratemos esse período como uma época especial”, conta Elaine Simões, diretora de marketing da empresa. As principais novidades na linha são o Fluido Protetor para Cabelos e Corpo FPS 15, um autobronzeador e uma água bronzeadora com extratos de água de coco.

 
Novo formato da embalagem é a novidade da Coppertone para o verão 2006

A Schering-Plough é outra empresa forte no segmento de protetores solares, com a linha dermocosmética Episol e a popular Coppertone. Em 2004, a companhia fez um grande investimento para Coppertone, com mídia e desenvolvimento de novas embalagens e rótulos. Apesar de não divulgar os números resultantes dessas ações, a empresa garante que obteve sucesso. “Tivemos crescimento em participação de mercado e parte disso foi resultado da campanha para o verão 2004/ 2005” , afirma Karen Barros, gerente da marca. Para este verão, as novidades se resumem às embalagens.

“O destaque é o novo formato, ideal para o frasco não escorregar da mão e com um furo para o consumidor pendurar e levar o protetor para onde quiser”, conta a executiva.

A linha de protetores solares da Nu Skin também tem embalagens completamente reformuladas. O branco com dourado sai de cena e em seu lugar uma embalagem mais clean e toda azul. Os itens são os carros-chefes da empresa
no Brasil. A fabricação é terceirizada para a Lipson.

Novas embalagens, itens específicos, atenção ao tipo de pele. Novidades não faltam. E as oportunidades existem. Então, é só aproveitar.

Câncer de Pele

Segundo o estudo “Estimativa 2006 – Incidência de Câncer no Brasil”, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), publicado em novembro de 2005, o número de casos novos de câncer de pele não melanoma estimados para o País nesse ano é de 55.480 casos em homens e de 61.160 em mulheres. Estes valores correspondem a um risco estimado de 61 casos novos a cada 100 mil homens e 65 para cada 100 mil mulheres.

De acordo com o Inca, o câncer de pele não melanoma é o mais incidente em homens em todas as regiões do Brasil, com um risco estimado de 89/100.000 na região Sul, 70/100.000 na região Sudeste, 52/100.000 na região Centro-Oeste, 44/100.000 na região Nordeste e 30/100.000 na região Norte. Nas mulheres é o mais freqüente nas regiões Sul (93/100.000), Centro-Oeste (73/100.000), Nordeste (50/100.000) e Norte (32/100.000); e o segundo mais na região Sudeste (69/100.000).

 


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24/8/2012 e 25/8/2012
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29/9/2012 e 30/9/2012
Curso de Tratamento Químico Avançado em Hair Care-SP
26/10/2012 e 27/10/2012
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27/8/2013 e 28/8/2013
Curso de Desenvolvimento e Soluções em Produtos de Limpeza-SP
9/12/2013 e 10/12/2013

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