FCE Cosmetique
 
 , 10 de Fevereiro de 2012
   Revista - H&C - Household & Cosméticos
Ano VI - nº 31 - Mai/Jun - 2005 

  Sazonal Household

spañol 
 

As exportações vêm ganhando importância na economia brasileira há pelo menos uma década, movimento iniciado desde o processo de abertura do mercado nacional, na época do governo Collor. Hoje, no Brasil, existem empresas que faturam mais com vendas direcionadas ao exterior do que com a comercialização de seus produtos e serviços no mercado interno. Ainda que a atividade de exportação ganhe cada vez mais peso no País em diversos setores – commodities ou não –, há indústrias que esbarram em barreiras para operar no mercado internacional. Esse é o caso do setor de saneantes.
É senso comum entre os profissionais do setor que os produtos saneantes possuem um grande potencial exportador. Mas para que as empresas brasileiras intensifiquem sua atuação lá fora, é necessário que seus produtos estejam de acordo com as normas exigidas nos países que os importam. Isso envolve assuntos desde as questões legais até critérios referentes à formulação e embalagem dos itens a serem exportados.
Abipla e Anvisa unem esforços e realizam atividades para melhorar e facilitar os negócios entre empresas do Brasil e de outros países, principalmente na região do Mercosul. Segundo elas, as conversas entre os países desse bloco econômico (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), para que haja harmonização dos saneantes, já estão bem encaminhadas. “A previsão é de que até o fim deste ano tudo esteja unificado”, afirma Maria Eugênia Saldanha, diretora-executiva da Abipla.

Fase avançada – Segundo Tânia Pich, gerente-geral de Saneantes da Anvisa, em abril foi realizada reunião extraordinária entre as agências regulatórias de todos os países envolvidos para uma reavaliação geral de todas as áreas do processo. O objetivo foi discutir o que está harmonizado e buscar as melhores soluções para o restante.
“As negociações estão bem adiantadas e a expectativa é ótima para que, muito em breve, a regulamentação para o livre comércio entre os quatro países esteja finalizada”, afirma. Ela reforçou esse tema na palestra “Avanços regulatórios na área de saneantes”, que ministrou no workshop realizado pela Freedom e promovido pela revista H&C em Porto Alegre, também em abril. De acordo com a gerente, outras reuniões já estão agendadas, sendo que a próxima deve ocorrer no final de maio.

Objetivo comum – Além dos encontros entre as agências de cada país, a indústria também está se mexendo para acelerar essa questão. A Abipla, que atualmente representa cerca de 80% do mercado de household no Brasil, trabalha em conjunto com a Aliada (Asociación Latinoamericana de Artículos de Limpieza, Detergentes y Afines) e outras entidades ligadas ao Mercosul para prover o apoio necessário aos governos de cada país.
Para a diretora da Abipla, Maria Eugênia, o principal ponto da unificação das normas para saneantes é o reconhecimento mútuo. “A partir do momento em que um sabão em pó, por exemplo, é aprovado aqui no Brasil, ele automaticamente receberá autorização para ser comercializado em todo o Mercosul”, explica a diretora.

Benefício brasileiro – A idéia é que, neste início, a harmonização atinja os saneantes domissanitários e afins de risco menor, os chamados de Risco 1. Trata-se dos produtos que não contêm em sua formulação quaisquer substâncias que possam representar algum efeito danoso à saúde das pessoas. Entre eles, estão: alvejantes, detergentes, lustradores, amaciantes, polidores, removedores, sabões e saponáceos.
A partir do momento em que a legislação única estiver em pleno andamento com esses produtos, os demais (cáusticos, corrosivos, com atividade antimicrobiana, desinfetantes, biológicos à base de microorganismos e com valor de pH específico) também começarão a ser foco das atenções para que sejam definidas as regras para unificação.
O início do livre comércio dos saneantes, como ocorre em outros setores, deve beneficiar todos os quatro países, mas o Brasil é quem pode levar a maior vantagem. “Não podemos afirmar com precisão o que irá ocorrer, pois isso dependerá de como o mercado irá reagir”, diz Saldanha. “Como o Brasil possui o maior parque industrial entre os envolvidos, a tendência é de que o País se sobressaia nos resultados”, afirma a executiva.

EUA e Europa – Além de trabalhar para a unificação das regulamentações entre o Mercosul, o Brasil também tem articulado passos para ampliar as exportações para Estados Unidos e países europeus. No entanto, essa é uma meta mais distante. “Isso se torna um pouco complicado, pois o processo de fiscalização fora da América Latina é completamente diferente”, afirma Tânia Pich.
Ela lembra que as diretrizes do FDA (órgão regulamentador dos Estados Unidos) e da União Européia são referências para a elaboração das normas utilizadas aqui. “Oferecemos todo o suporte necessário para que as empresas busquem a exportação para esses locais”, diz a gerente.
A Abipla também prevê certa demora para a adequação das exportações para fora da região do Mercosul, mas não por isso fecha os olhos para eles. Em junho deste ano, a associação irá participar da reunião da CSPA – entidade norte-americana que congrega as empresa de household – com objetivo de discutir as possibilidades de uma integração mundial do setor. “O padrão utilizado pelos países do Mercosul segue as mesmas normas utilizadas no hemisfério norte, e isso já é um degrau a mais que estamos subindo”, completa Saldanha.


 

Workshops 2012
 
10º Curso de Tecnologia e Soluções em Produtos de Limpeza-SP
17/3/2012 e 18/3/2012
Workshop Recife-PE
10/4/2012 e 11/4/2012
Workshop Belo Horizonte-MG
12/6/2012 e 13/6/2012
Workshop Porto Alegre-RS
10/7/2012 e 11/7/2012
Workshop Goiânia-GO
16/8/2012 e 17/8/2012
Curso de Desenvolvimento de Cosméticos PET-SP
25/8/2012 e 26/8/2012

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