Palavra do Editor
Turbinas
aquecidas |
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Foi
com a palavra otimismo que encerramos o ano passado. E para 2005,
não será diferente. Apertem os cintos e preparem-se
para vôos mais longos e velozes nos setores de cosméticos,
perfumaria e higiene pessoal e limpeza doméstica. Em 2004,
registramos resultados positivos no Brasil e a promessa é de
continuar em ritmo de crescimento.
De
acordo com a Abihpec, o faturamento nas áreas de higiene
e beleza foi de R$ 13,1 bilhões, representando crescimento
de 12,4% em volume e 18,9% em valor, em relação a
2003. Para 2005, a projeção da associação é que
o setor movimente R$ 15,3 bilhões, uma variação
de 16,8% sobre a perspectiva de 2004. Em limpeza doméstica,
o destaque foi para aumento em volume (17%), noticiado recentemente
pela Abipla. Mesmo procurando produtos com preços mais baixos,
as pessoas compraram mais.
Segundo
a LatinPanel, até setembro houve um crescimento
de 3% no número de lares compradores em relação
ao mesmo período do ano passado. O levantamento engloba
produtos de limpeza e higiene, além de alimentos e bebidas.
O aumento do consumo, de acordo com a empresa, foi impulsionado
principalmente pelas classes D e E, que registraram aumento de
5% no número de domicílios compradores.
Esses
fatores contribuíram para fomentar o desejo das empresas
do setor em investir em inovações. No geral, a indústria
brasileira obteve resultados positivos durante todo o ano. Segundo
dados divulgados pelo IBGE no final de 2004, o setor industrial
cresceu 9% no acumulado de janeiro a setembro. Em São Paulo,
que responde por 40% da produção nacional, esse número
chegou a 13,5%. Em setembro, que foi o 11º mês de crescimento
consecutivo da produção, São Paulo obteve
resultado 14,6% superior ao de setembro de 2003, quase o dobro
da média do País, de 7,6%.
A
partir dessa onda de boas notícias, devemos manter as
apostas e garantir a continuidade – e por que não,
o aumento – dos investimentos.
Boa
leitura
Luiz
Alberto Bozzolo
luizbozzolo@freedom.inf.br
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