, 8 de Setembro de 2010
   Revista - H&C - Household & Cosméticos
Ano V - nº 28 - Nov/Dez - 2004 

  Sazonal Household

spañol 
 

A logística é caracterizada pelo planejamento, organização, controle e realização de outras tarefas associadas à armazenagem, transporte e distribuição de bens e serviços. A movimentação dos produtos pode ser feita de diversas formas: rodoviária, marítima, ferroviária e aeroviária. A escolha depende do tipo de mercadoria a ser transportado, das características da carga, da urgência da entrega e, principalmente, dos custos. Normalmente, o meio mais utilizado é o rodoviário – por meio de caminhões ou vans, no caso de produtos leves.
Para Carlos Eduardo Severini, vice-presidente da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad), a logística tem fundamental importância para o setor de consumo de massa. “Por ela, atacadistas e distribuidores conseguem levar os produtos para todos os pontos-de-venda do País, atingindo pequenos estabelecimentos e locais que as pessoas nem imaginam”, afirma. Segundo ele, um trabalho bem feito em logística consiste numa eficiente armazenagem de mercadorias e numa entrega rápida associada a um roteiro ágil. Tudo isso com baixo custo.
Nos últimos anos, com o crescimento e popularização do pequeno varejo – os conhecidos mercados de bairro – a operação logística teve que se atualizar e hoje está totalmente informatizada. Os pedidos são feitos por palm-top, internet ou celular e por isso é tudo muito mais rápido. “Em função do crescimento do pequeno varejo e da melhoria na logística, o setor atacadista apresentou um crescimento de cerca de 11% em 2003”, diz Severini.

Aposta em CD – Para agregar serviços aos seus produtos, a Ipiranga Química investiu R$ 42 milhões em seu maior centro de distribuição de produtos químicos da América Latina. Inaugurado em junho, o CD está localizado numa área de 104 mil m2 em Guarulhos/ SP. Desde a inauguração, além de distribuir cerca de 400 produtos, o novo centro de distribuição é usado como local de soluções logísticas para toda a cadeia da indústria química e petroquímica.
“Esse novo empreendimento marca nossa entrada no mercado de operação logística por meio da Ipiranga Química Armazéns Gerais que, apesar de ser uma empresa tão nova, nasce com o know-how de distribuição desenvolvido por vários anos e torna-se um operador logístico especializado em química e petroquímica, com ativos estrategicamente localizados em todo Brasil”, afirma James Francisco de Andrade Tavares, gerente de unidade de negócios – Serviços e Logística - da Ipiranga Química.
Segundo James Tavares, “no Centro de Soluções de Guarulhos, podemos destacar a possibilidade de realização de serviços integrados de logística num mesmo site, otimizando-a e atendendo a todos os requisitos de segurança e meio ambiente”. O executivo ressalta ainda que “a companhia, como fornecedora de matérias primas para a indústria, entende que o seu papel é oferecer um diferencial competitivo para o seu cliente em termos de preço, prazo e inovação, também há o apoio no desenvolvimento de soluções customizadas, apoio técnico na aplicação e desenvolvimento constante de novos produtos e soluções logísticas”.
Hoje, o CD já está capacitado a oferecer serviços de estocagem e armazenagem de produtos. Futuramente, deverá agregar também a função de entreposto aduaneiro. O gerenciamento do centro de distribuição envolve sistemas, ferramentas e técnicas para controle de pedidos, estoques e transportes, entre outros.

Barreiras – Porém, mesmo com os investimentos realizados pela Ipiranga, James Francisco de Andrade cita alguns obstáculos ainda enfrentados pelas companhias brasileiras como a infra-estrutura – o mau estado de portos, ferrovias e estradas – que gera perda de competitividade e aumento de custos. Segundo ele, a logística melhorou nos últimos tempos, mas ainda há um longo caminho a se percorrer.
“A globalização gerou uma profunda transformação no mercado, tornando os clientes mais exigentes e menos fiéis, obrigando as empresas a investirem pesadamente em novas ferramentas, inovação e melhoria no serviço”, afirma. “Esse período está longe de chegar ao fim, pois logística competitiva, veloz e flexível virou questão de sobrevivência”. Com intenção de dobrar de tamanho até 2006, a Ipiranga Química faturou R$ 473 milhões em 2003, devendo chegar a R$ 540 milhões em 2004 e superar os R$ 600 milhões em 2005.

Investimentos em tecnologia – Do lado dos fabricantes, os investimentos em logística também se fazem necessários. Com o objetivo de prestar melhor serviço ao cliente e aumentar a produtividade em 12% na distribuição dos produtos da divisão HPC (Home e Personal Care), a Unilever, em parceria com a Seal e Exel Logistics, lançou em maio deste ano um projeto-piloto para implementação de etiquetas inteligentes na linha de produção de Indaiatuba/ SP e nos centros de distribuição de Indaiatuba e Louveira/ SP.
Serão etiquetados cerca de 1,5 mil paletes e instalados leitores de radiofreqüência em seis empilhadeiras. Com o novo processo, a Unilever Brasil acredita que ganhará tempo no controle das mercadorias, garantindo otimização de mão-de-obra, precisão de informações e velocidade na expedição. Nessa fase de testes, somente os paletes serão etiquetados. Depois será a vez das caixas dos produtos e, posteriormente, os próprios produtos. Estima-se que o custo da tecnologia deva cair no médio prazo com a adoção em massa pelo varejo e pela indústria.
“A expectativa da Unilever ao introduzir a tecnologia no Brasil é ter no futuro visibilidade total da mercadoria desde a fábrica até o ponto-de-venda, o que permitirá maior eficiência e rastreabilidade da cadeia de distribuição até o consumidor final, além de redução de custos para todos os elos”, afirma Leonardo Rubinato Fernandes, gerente de Projetos de Distribuição e Customer Service da Unilever.
Quando paletes, caixas e produtos receberem as etiquetas inteligentes, será possível controlar o estoque de produtos nas gôndolas dos supermercados e identificar quais locais precisam ser reabastecidos e com quais produtos. “A Unilever já fez testes similares da tecnologia nos EUA e Inglaterra e a eficiência do sistema foi comprovada”, diz o executivo.
A Unilever Brasil, que está no País desde 1929 e possui 15 unidades fabris, encerrou 2002 com um faturamento de R$ 7,3 bilhões. Nesse mesmo ano, seu faturamento mundial foi de US$ 56 bilhões.

Gerenciamento por categoria – Mas logística não é só transporte e estocagem. O gerenciamento por categoria também faz parte da logística. De acordo com a associação ECR Brasil, trata-se de um processo de parceria entre varejista e fornecedor que consiste em definir categorias de produtos conforme a necessidade de consumo e gerenciá-las como se fossem unidades estratégicas de negócios. O objetivo é aumentar as vendas e a lucratividade por meio de esforços conjuntos. O processo traz benefícios para o varejo e para os fornecedores como reduções de custo e melhores resultados comerciais, focalizando as práticas de merchandising e marketing mais eficientes, sempre orientadas para o consumidor.
“Minhas vendas no segmento de limpeza doméstica aumentaram em torno de 20% depois que apliquei o gerenciamento por categoria no meu negócio”, afirma Geraldo Aniceto, coordenador pelo varejo do Comitê Gerenciamento por Categoria da Associação ECR Brasil e proprietário do supermercado São Sebastião, em Barra Mansa/ RJ. “Antes da implementação em meu supermercado, todos os produtos eram dispostos juntos nas prateleiras, não havia uma separação entre eles, mas como queria facilitar a compra pelos meus clientes, decidi fazer o gerenciamento”, explica.
Segundo Aniceto, para implantar o gerenciamento por categoria é fundamental conhecer os hábitos e as necessidades de consumo dos clientes. A partir daí, com a ajuda de um ou mais fornecedores, o processo é instalado no estabelecimento por ordem de categoria (limpeza doméstica, alimentação, etc). “O processo existe desde 1998, mas só agora o pequeno e o médio varejo estão constatando as vantagens e aplicando em seus estabelecimentos”, afirma. Com o crescimento constante do pequeno varejo e o aumento do número de marcas no mercado – que faz com que os consumidores tenham cada vez mais alternativas de compras – há a necessidade de investimentos constantes em logística, em toda cadeia de distribuição, desde o fornecimento das matérias-primas até o gerenciamento por atacadistas e varejistas.

 

Workshops 2010
 
Workshop Belo Horizonte-MG
14/9/2010 e 15/9/2010
Curso de Perfumaria e Aromacologia-PR
8/11/2010 e 9/11/2010
Curso de Skin Care / Sun Care-SP
9/11/2010 e 10/11/2010
8º Curso de Tecnologia e Soluções em Produtos de Limpeza-SP
3/12/2010 e 4/12/2010

Artigos Técnicos

Ingrediente à base do Cacto Palma Forrageira para cosméticos masculinos

[Dr. Daniel Schmid, Dr. Irene Montaño, Esther Belser, Sandra Meister]



Formas cosméticas

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Reologia e modificadores reológicos

[Ricardo Pedro]



Espessantes

[Ricardo Pedro]



Umectantes

[Ricardo Pedro]


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