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Especial Household
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Fabricantes
de matérias-primas e de
produtos de cuidados com a
roupa investem no desenvolvimento de ativos e produtos inovadores
para atender à demanda dos consumidores mais |
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exigentes
que, além de limpar, querem preservar as
fibras dos
tecidos.De acordo com dados da Euromonitor, de 2002, esse
mercado é o maior do segmento brasileiro de limpeza,
representando 52,2% do faturamento total do setor. A categoria
movimentou US$ 1,56 bilhão em 2002. O consumo per
capita, cerca de US$ 9, é considerado baixo se comparado
com México (US$ 15) e Chile (US$ 12). |
Apesar da queda no poder aquisitivo da população,
os produtos de cuidados com a roupa tiveram melhor desempenho no
ano passado, se comparado a 2002, principalmente no que diz respeito às
marcas próprias ou “segunda marca” que, com
um preço acessível, conquistou muitos consumidores.
Segundo dados da ACNielsen, a categoria da sabão e detergente
para roupa apresentou um aumento de 2,2% em volume e 20% em valor
em 2003 em relação ao ano de 2002. O segmento de
amaciantes de roupa teve crescimento modesto de apenas 0,6% em
volume e 18,7% em valor em 2003. A categoria de engomador de roupa
caiu 1,8% em volume e cresceu 5,6% em valor.
Inovações – Para conquistar o consumidor neste
segmento, fabricantes apostam em inovações e travam
uma disputa nas gôndolas por preço baixo. Exemplo
dessas novidades é a variante Aloe Vera de Omo MultiAção,
da Unilever, que promete remover as manchas mais difíceis
e deixar as roupas mais gostosas de usar e sentir. De janeiro a
maio deste ano, o share de Omo subiu de 40,8% para 43,8%. Outro
lançamento da empresa comprova essa teoria. O novo detergente
em pó Minerva traz uma fórmula que pode deixar as
roupas 65% menos amassadas e mais fáceis de passar, preservando
a aparência e o toque suave dos tecidos. Segundo a fabricante,
no mercado de detergentes em pó, Minerva possui 9% de share
em valor.
A Reckitt Benckiser contra-ataca com Vanish Poder O2, alvejante
produzido com percabonato de sódio no lugar do cloro, desenvolvido
para remover as manchas mais difíceis, causadas por alimentos,
sem danificar os tecidos. “Nossa intenção não é que
esse produto substitua a versão líquida de Vanish
(fabricado com peróxido de hidrogênio no lugar de
cloro), mas que possibilite mais opção aos consumidores”,
afirma Ana Cláudia Bandle, gerente de produto da Reckitt
Benckiser. “A Reckitt detém mais de 40% de share em
alvejantes sem cloro. Nossa expectativa é de crescer muito,
pois o próprio mercado dever aumentar neste ano”,
acrecenta Bandle. A gerente ressalta que o diferencial do produto é que
ele pode ser usado em roupas brancas e coloridas.
Adeus
bolinhas – A formação de "bolinhas" nos
tecidos é uma das preocupações dos consumidores.
A Novozymes, fabricante de enzimas, apresenta a solução.
Segundo Adauto de Almeida Jr, gerente de vendas da empresa, as
enzimas da categoria celulase, presentes nos mais recentes produtos
de cuidados com as roupas, são as responsáveis pela
remoção e prevenção de microfibrilas,
as famosas “bolinhas”, causadas pelo desgaste do tecido
provocado pelo atrito das roupas durante o processo de lavagem. “Elas
atuam no cuidado dos tecidos, ajudando a abrir as fibras e fazendo
com que o detergente atue melhor”, diz.
As enzimas são divididas em categorias de acordo com sua
finalidade. As da família da protease atuam sobre as manchas;
da amilase, sobre o amido; da lipase, sobre os lipídios;
e da celulase, sobre a celulose. Essas matérias-primas podem
ser utilizadas em detergentes líquidos, pó e tabletes
para lavar roupa. “Desde o lançamento da primeira
celulase para detergentes, em 1983, outras enzimas da mesma categoria
foram desenvolvidas para atender as várias condições
de lavagem de roupas, como as diferentes formulações
de detergentes ou temperatura no processo de lavagem, porém,
o efeito da celulase continua sendo o mesmo: o cuidado dos tecidos
pela remoção de microfibrilas”, afirma o executivo.
Regionalidade – De acordo com Adauto Almeida Júnior,
os detergentes para lavar roupa são desenvolvidos de acordo
com hábitos e condições de lavagem específicos
de cada região, por isso os produtos vendidos no Brasil
são bem diferentes daqueles encontrados em outros locais. “Em
vários países da Europa o processo de lavagem é feito
com água quente, já no Brasil é mais utilizada
a água na temperatura ambiente”, exemplifica. “Nos
Estados Unidos, a dona-de-casa prefere detergente líquido,
porém no Brasil a preferência é pela versão
em pó”.
O executivo afirma que, ao contrário do que se verifica
em outros países, muitos detergentes, geralmente os produtos
de baixo preço, ainda não possuem enzimas em sua
formulação. Em mercados mais desenvolvidos, as formulações
de detergente contemplam pelo menos a protease, uma enzima que
tem ação básica no processo de tirar manchas. “Nossa
expectativa é fazer com que cada vez mais fabricantes busquem
diferenciais e agreguem nossas enzimas em suas formulações”,
acrescenta o gerente da Novozymes
Proteção
e maciez – Além das enzimas,
as ceramidas também são largamente utilizadas no
Brasil para preservar os tecidos. Esse componente de proteção
natural pode potencializar os efeitos do amaciamento. Um exemplo
de produto que traz esse ingrediente em sua formulação é o
amaciante de roupas Fleur de Ypê, produzido pela Química
Amparo.
De acordo com o departamento de marketing da empresa, o processo
de lavagem de roupas, por si só, causa um desgaste natural
nas fibras e, com isso, os produtos que possuem matérias-primas
para proteção dos tecidos vêm ganhando participação
de mercado. Segundo pesquisas realizadas pela Química Amparo,
o consumidor atual não quer somente deixar suas roupas limpas,
mas também muito bem cuidadas.
Ecologicamente
correto – Em tempos de preocupação
com o meio ambiente, algumas empresas investem em pesquisa e desenvolvimento
de produtos que não agridem a natureza. Com óleo
de coco em sua formulação, um ativo classificado
como láurico, o sabão em pó Urca garante total
biodegradabilidade, com decomposição em apenas dez
dias, conforme explica a gerente de marketing da Rosatex, Patrícia
Dantas. “O produto remove a sujeira das roupas ao mesmo tempo
que protege as fibras dos tecidos, sem prejudicar o meio ambiente,
trata-se de um novo conceito de lavar roupas”, afirma.
Segundo a executiva, esta matéria-prima já está disponível
no mercado há algum tempo, porém foram necessários
dois anos para desenvolver sua adaptação para a fabricação
de sabão em pó. “Os produtos diet, quando surgiram
há alguns anos, eram vistos como o ‘patinho feio’ na
gôndola, mas hoje nos supermercados há seções
inteiras destinadas a produtos diet e light, que trazem lucros
interessantes e passam a ser essenciais ao supermercadista”,
compara. “A Rosatex está investindo neste novo conceito
de lavar roupas para conquistar, num futuro próximo, um
número maior de consumidores fiéis”.
Segmentação
caseira – De acordo com a Rosatex,
o sabão de coco, com agentes naturais que protegem a fibra
dos tecidos, é recomendado para roupas especiais – as
mais finas, delicadas e as de bebês. “Nossas pesquisas
mostraram que os consumidores separam estas peças para lavar
com um sabão especial e utilizam para a lavagem das demais
sabão ou detergente em pó comum”, diz Dantas.
Segundo ela, isso acontece por causa da diferença significativa
de preço entre os produtos. “Diante desta informação,
encontramos uma grande oportunidade de negócios e lançamos
o sabão em pó Urca à base de óleo de
coco, com um preço extremamente competitivo”, acrescenta.
Ao comparar os mercados brasileiro e europeu, a executiva afirma
que o mercado da Europa já passou por um processo de conscientização
muito grande quanto ao desenvolvimento de produtos com matérias-primas
que contribuem para o bem-estar da sociedade e meio ambiente. “Hoje,
no mercado europeu, todo produto que tem conceito ecologicamente
correto tem a preferência do consumidor, diferente do que
ocorre no Brasil, onde a população ainda não
tem esta conscientização”.
| CRESCIMENTO
2003 |
 |
 |
| Volume
(1.000 litros) |
458.970 |
| Variação
% |
2,2 |
| Valor
(R$ 1.000) |
2.351.469 |
| Variação
% |
20 |
|
 |
 |
| Volume
(1.000 litros) |
299.651 |
| Variação
% |
0,6 |
| Valor
(R$ 1.000) |
520.935 |
| Variação
% |
18,7 |
|
 |
 |
| Volume
(1.000 unids) |
4.539 |
| Variação
% |
-1,8 |
| Valor
(R$ 1.000) |
27 |
| Variação
% |
5,6 |
|
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| Fonte:
ACNielsen |
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