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Especial Cosméticos
Brincadeiras
lucrativas
Produtos baby e kids movimentam
o setor de higiene pessoal e
beleza e atraem atenção dos
empresários do setor
Imaginem
uma garota, no auge dos seus sete anos de idade, que se prepara
para participar de uma grande festa. Imaginou? Pois bem, Monteiro
Lobato, jornalista que revolucionou nossa indústria editorial,
fazendo livros bonitos e gostosos de ler, já tinha imaginado.
No conto “A costureira das fadas”, que narra as aventuras
de Narizinho pelo reino das águas, o escritor descreve a
seguinte cena: “Depois do jantar o príncipe levou Narizinho
à casa da melhor costureira do reino. Era uma aranha de Paris,
que sabia fazer vestidos lindos, lindos até não poder
mais! Ela mesma tecia a fazenda, ela mesma inventava as modas”.
Impressionante que o autor continua relatando os ricos detalhes
da produção caprichada de Narizinho. Nada distante
desta realidade literária, hoje as crianças estão
mais interessadas em assuntos como moda, combinações
de roupas, aquisição de cosméticos, brilhos,
glosses e por aí vai. O limite é o próprio
orçamento da família.
No final do mês de setembro, a Nickelodeon realizou a segunda
edição de Meus Prêmios Nick, uma festa voltada
para as crianças telespectadoras do canal que procura premiar
atores, cantores, bandas musicais, entre algumas categorias, que
se destacaram, segundo o voto das próprias crianças
durante o ano. Claramente, percebe-se a tendência de escolha
que os pequenos tiveram: foram artistas como Kelly Kie, Carolina
Dickeman e as atrizes do seriado Malhação. Tais personalidades
estão, constantemente, nos veículos de comunicação
como parâmetro de beleza, cuidados e estética. Entre
os desenhos, destaque para Bob Esponja, Rugrats (Os Anjinhos) e
Rocket Power. Não se admire se um dia você estiver
comprando um xampu do Bob Esponja para seus filhos.
Segmento
promissor
– Esse conceito de vaidade e a força dos personagens
do mundo infantil contribui para que esse mercado aumente seu faturamento
ano a ano. Em dois anos, as categorias infantis de xampus, condicionadores,
colônias, cremes, loções, óleos, géis
e creme dental cresceram em volume mais de 40% e movimentaram cerca
de R$ 200 milhões, segundo dados apurados pela Abihpec.
Mesmo com esses dados tão otimistas, algumas empresas como
a Ipiranga Química apostam em outra fatia nesse mercado.
Segundo essa empresa, a previsão para o período de
2001/2006 indica que os produtos voltados para a proteção
solar para crianças irão apresentar a maior taxa de
crescimento média anual: 7,7% contra 2,5% de outras categorias
do segmento infantil.
Faturamento
– O segmento de higiene e beleza voltado para o público
infantil movimentou no mercado consumidor, no final do ano de 2001,
cerca de R$ 321 milhões, equivalente a 2% das vendas do mercado
total. Apesar do Brasil ser um dos países com o maior número
de crianças e jovens (2001: 50 milhões em idade igual
ou inferior a 14 anos, segundo o IBGE), o crescimento deste segmento
tem sido limitado pelos fatores sócio-econômicos, que
tem levado os pais, principalmente os de baixa renda, a forçar
o público infantil a consumir produtos voltados para o público
adulto, por uma simples questão de economia.
O crescimento médio desse mercado, no período de 1997
a 2001, foi de 8,3% em faturamento bruto, sendo que de 2000 para
2001, o incremento foi de 5,6%. Além do esfriamento da febre
de consumo que o segmento apresentou no início dos anos 90,
aos problemas com a moeda local em 1999 e 2001, somaram-se as dificuldades
de se introduzir novos produtos no setor, pois os pais conscientes
e economicamente mais confortáveis são extremamente
conservadores no consumo de produtos para os seus filhos. Pelo menos,
essa barreira já foi superada. Hoje, inúmeros produtos
de variadas marcas dominam as gôndolas.
Cuidados
médicos – Com essa explosão
de produtos, nasce uma preocupação: todos esses itens
oferecidos foram desenvolvidos e testados para serem usados por
crianças? “Seria muito difícil definirmos o
que uma criança deve ou não pode usar; como especialista
na área, acredito que produtos com qualquer tipo de esfoliante
não devam fazer parte da composição de itens
de beleza infantil”, afirma o prof. dr. Fernando Avelar, médico
cosmiatra. “O que deve ser indispensável na necessaire
dos pequenos é o protetor solar, desde cedo o hábito
de usá-lo, diariamente, deve ser incentivado”.
Segundo ele, as crianças e os pais nem sempre optam pelo
melhor produto, pois compram impulsionados pela mídia e pelos
licenciamentos. “Fórmulas agressoras, como ácido
glicólico e retinóico, devem ser evitadas”.
Tradição
com crianças – Quando se menciona o
nome Johnson & Johnson, imediatamente lembramos de bebês.
A Johnson's Baby é uma das principais linhas da empresa nesta
categoria, que movimenta R$ 1,5 bilhão no mercado brasileiro
em 2002, segundo dados da ACNielsen. A cesta de higiene e beleza
representa 22% do mercado infantil total, composto por bombonier,
bebidas, mercearia doce e salgada, higiene e beleza e perecíveis,
com faturamento de R$ 22 bilhões anuais.
“Nossa liderança nesse mercado é resultado desse
reconhecimento. Para mantê-la, a companhia tem uma estratégia
agressiva de lançamentos de produtos, buscando satisfazer
não apenas as expectativas atuais e efetivas, como também
antecipar futuros anseios de seus consumidores”, afirma o
André Mendes, gerente de grupo da linha Johnson’s Baby.
Segundo ele, essa estratégia é fundamentada num programa
sistemático de pesquisas e testes mercadológicos,
que gera insights para novos produtos. Um exemplo recente é
a nova linha de xampus da empresa. “Por meio de pesquisas
identificamos que as mães sentiam falta de produtos específicos
para o tipo de cabelo de seus filhos, por isso relançamos
em agosto a linha infantil de xampus, com uma segmentação
por tipos, oferecendo produtos para cabelos finos, escuros e cacheados”,
diz Mendes.
Segmento
Kids – Também com base em pesquisas,
a Colgate-Palmolive inaugurou no Brasil o segmento kids, com foco
em crianças de 3 a 10 anos. A estratégia foi usar
personagens da fauna, cheiro de fruta e cores vibrantes nas embalagens
que mais se parecem com brinquedos. A linha Palmolive Kids tem três
variantes de xampu 2 em 1 e sabonete: cereja, maçã
verde e pêssego. Os produtos são clinicamente testados.
Outra empresa a adotar essa estratégia foi a L’Oréal,
que tem linha com sete xampus 2 em 1, todos com nomes e cheirinho
de fruta. L’Oréal Kids tem embalagens coloridas, em
formato de peixinho para facilitar o manejo das crianças
e tornar o banho mais divertido. O diferencial é que as crianças
e seus pais podem sentir a fragrância no próprio frasco,
sem ter a necessidade de abrir o produto.
Tendência
– De carona no sucesso de Colgate e L’Oréal no
segmento kids, a Baruel lançou no ano passado xampus, condicionadores
e sabonetes Baurel Kids, que representam hoje 40% dos negócios
da empresa no mercado infantil. A marca traz bichos da fauna brasileira
para atrair a garotada, mas essa estratégia não é
suficiente para conquistar o mercado, como alerta Vanessa Mrozowski,
gerente de marketing da Baruel. “Uma das diferenciações
da venda de produtos infantis é que quem compra não
são as crianças e, sim os próprios pais e,
sendo assim, eles procuram escolher itens com qualidade e tradição,
pois desejam o melhor para seus filhos”, disse.
De acordo com a gerente, a preocupação da Baruel ao
desenvolver itens infantis é testar suas formulações
dermatologica e oftalmologicamente. “Os produtos voltados
para o público infantil contêm ingredientes suaves
para não agredir a pele delicada do bebê e da criança,
como por exemplo mel e flor de camomila, além da proteína
vegetal Pró Milk que oferece uma textura suave e delicada
ao produto”, afirma Vanessa.
Licenciamento
– Sem concentrar seus esforços no mercado kids, a Baruel
atua no segmento infantil com as linhas Baruel Baby e Turma da Xuxinha,
marca licenciada pela Baruel desde 1998, que passou por reformulação
de embalagens em 2003. Usar personagens do imaginário infantil
para alavancar vendas é uma prática bem conhecida
de todas as indústrias deste setor, com exceção
da J&J que tem em sua marca o valor inerente do cuidado infantil.
Até a Colgate, sinônimo de qualidade em creme dental,
adota o licenciamento em seus produtos de higiene bucal para crianças.
Com o personagem Barney foi desenvolvida linha Colgate Baby composta
por escova e gel dental, com a quantidade de flúor adequada
à criançada que está iniciando a dentição.
Além do sabor tutti-frutti, o gel dental vem numa embalagem
colorida de 90 gramas em tubo vertical e tampa flip cap.
Já para os crescidinhos, crianças de 4 a 12 anos,
a linha de gel e escova dental Colgate e seus amigos traz os personagens
Pokemon e Barbie, também em embalagens de 90 gramas, tubo
vertical e tampa flip cap. Além desses itens, a empresa oferece
aos consumidores produtos com personagens da Disney dos filmes que
estão em cartaz nos cinemas.
Cosméticos
da Barbie – Com essa mesma estratégia
de marketing, a boneca mais famosa do mundo virou uma linha de cosméticos
na Farmaervas. A empresa passa a integrar a lista de mais de 50
licenciados da marca Barbie, da Mattel, e põe no mercado
uma linha de cuidados pessoais e beleza para meninas de 3 a 12 anos.
São 15 itens como xampus, condicionadores, brilhos labiais,
batons e hidratantes. Segundo informações da empresa,
a expectativa é que esses produtos representem, em dois anos,
30% do faturamento.
Menos famosa, porém mais brasileira, a Mônica lidera
a linha de produtos licenciados da Turma da Mônica da Davene.
Todos os personagens têm sua própria linha composta
por: xampu, condicionador, loção Cremosa hidratante,
colônia sem álcool, sabonete em barra e sabonete líquido.
Segundo a empresa, depois de sua reformulação, os
frascos estão mais resistentes, anatômicos e atrativos,
com encaixe perfeito para as mãozinhas das crianças.
Os rótulos trazem situações divertidas da Mônica,
do Cebolinha e da Magali.
Banho
divertido – Muda o cenário e os personagens,
mas a finalidade é a mesma: conquistar o público infantil.
Na Natura, o apelo vem com a Turma do Sítio do Pica-Pau Amarelo.
Emília, Narizinho, Visconde e Pedrinho estão nas embalagens
da linha infantil da Natura, que foram remodeladas com design exclusivo
que facilita o manuseio e promete transformar o banho numa divertida
brincadeira.
Segundo Cláudia Leo, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento,
os processos de fabricação de produtos direcionados
ao público infantil não diferem dos praticados para
os produtos de uso adulto. “A característica mais importante
para definir a linha infantil da Natura é o seu perfil toxicológico,
que deve garantir baixo potencial para causar reações
adversas, permitindo a elaboração de produtos inócuos
e suaves”, afirmou.
Estratégia
trá-lá-lá – Com foco
nas embalagens, a Phisália incrementou toda sua linha infantil.
A reformulação das embalagens da linha Trá-Lá-Lá
Kids, por exemplo, fez as vendas cresceram 30%, de acordo com Eduardo
Amiralian, diretor da Phisália. “Os pontos-de-venda
da linha cresceram na mesma proporção”. A empresa,
que foi fundada em 1974, lançou a marca Trá-Lá-Lá
Kids, composta por xampu, creme para pentear, condicionador e gel
fixador, para substituir os produtos de cuidados
com os baixinhos que eram vendidos sob marcas de personagens licenciados.
“Resolvemos interromper essa estratégia de marketing
por causa da desvalorização do real”, diz Eduardo
Amiralian, diretor da Phisália. De acordo com o executivo,
os hoyalties dos personagens de My Melody e Hello Kitty eram pagos
em dólar e não se mantinham pelas vendas em real.
Outro fator que influenciou a mudança de estratégia
foi a concorrência dos produtos de cuidados infantis que usavam
ícones mais ostensivos na mídia. “A linha Trá-Lá-Lá
tem uma identidade própria e se comunica diretamente com
as crianças”.
Em 2001, a empresa criou um canal de comunicação direto
com as crianças. Batizado de Clubinho da Amizade Phisália,
esse canal é acessado pela internet (www.
clubinhodaamizade.com.br) e tem o objetivo de informar e divertir
as crianças, além de fidelizá-las. As crianças
associadas ao clubinho – que hoje já são em
torno de 10 mil – recebem carteirinha, brinde e um jornalzinho
com notícias, promoções, dicas de higiene e
beleza e também informações sobre os produtos
da empresa. A Phisália conquistou o selo Abrinq de Empresa
Amiga da Criança, em 2003.
Lucros
certeiros – “Nunca um cosmético
infantil conseguirá obter altos números de vendas
no varejo se sua embalagem não expressar corretamente seu
objeto”, diz o presidente da ABRE, Fábio Mestriner.
Segundo ele, antes de qualquer informação, o produto
tem que expressar, já na embalagem, para quem é voltado,
“ela precisa falar tudo”. “Quando digo tudo, significa
ter uma comunicação perfeita: a junção
certeira da forma com a cor, da mensagem com o design”, diz.
A estratégia e os recursos de marketing, segundo a ABRE,
que oferece maiores lucros em itens infantis são as embalagens
com formato próprio para o segmento, exclusivo para esta
faixa etária, sem o aproveitamento dos produtos destinados
à classe adulta. “Outra sugestão seria o uso
de personagens carismáticos, pode ser um licenciamento ou
uma marca própria, geralmente tais personagens aumentam as
vendas, em média, 30%”, afirma Mestriner.
“Nunca
um cosmético infantil conseguirá
obter altos números de vendas no varejo
se sua embalagem não expressar corretamente
seu objeto”.
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Na
sua opinião, um exemplo de produto que expressa e satisfaz
perfeitamente suas qualificações são os da
linha Boty, do Boticário. “Esse personagem agrada às
crianças e possui formas e cores chamativos aos olhinhos
dos pequenos”, diz.
Matéria
prima – Não é só a embalagem
que merece atenção. Toda composição
cosmética voltada para o público infantil deve ter
como principal preocupação a irritabilidade, pois
a pele infantil, apesar de ter um poder de recuperação
extremamente grande, é a mais suscetívelà irritação.
“Componentes já tradicionais na composição
de cosméticos infantis trazem segurança para os pais
e responsáveis, como por exemplo, cereais, trigo e amêndoas,
entre outros ingredientes”, explica Mike Shimizu, gerente
de tecnologia e inovação da Cosmotec. Para ela, itens
naturais merecem atenção especial na compra de produtos
infantis. “Particularmente, recomendo composições
com a lanolina, que é um derivado da lã da ovelha”,
diz Mike.
Para a Ipiranga Química, toda a composição
cosmética voltada para o público infantil deve ter
como principal preocupação a irritabilidade, pois
a pele infantil, apesar de ter um poder de recuperação
extremamente grande, é a mais suscetível à
irritação.
Portanto, segundo a empresa, produtos que tenham em sua composição
uma cadeia carbônica longa (maior que vinte e dois carbonos)
são os mais indicados para este público. “Podemos
ressaltar o óleo de jojoba (éster linear de cadeia
carbônica insaturada com cerca de 40 átomos de carbono),
considerado a única cera líquida produzida naturalmente”,
diz Carlos Alberto de Pacheco dos Santos, gestor de Marketing –
Personal Care.
Segundo ele, um bom produto final deve incorporar ativos que promovam
a recuperação da pele no caso de agressões
provocadas pelo sol, como o aloe vera (mistura de polissacarídeos
com propriedades calmantes da pele e excelente cicatrizante) e tensoativos
brandos, derivados da cadeia carbônica do sulfosuccinato.
Mamães
e filhotes
Produtos para gestantes ajudam a impulsionar a
venda de cosméticos para bebês
Os
grandes fabricantes também já notaram
o vasto setor de produtos para as mães.
Um grande exemplo nacional do sucesso deste segmento
é a Natura que, desde outubro de 1993,
tem a linha Natura Mamãe e Bebê.
Para a empresa, esse setor vem conquistando espaço
e respeitabilidade no mercado brasileiro e alguns
produtos, como a emulsão natural preventiva
de estrias, impulsionaram o surgimento de artigos
similares.
Hoje, a linha é composta por nove produtos,
dois para a gestante e sete exclusivos para o
bebê. “Todos os itens de Natura Mamãe
e Bebê harmonizam entre si e criam um só
universo que gravita em torno do vínculo
existente entre mãe e filho”, afirma
Viviana Kanô, gerente de unidade negócio.
Segundo a Natura, o lançamento da linha
teve por objetivo celebrar o conceito do toque
como a forma mais simples e valiosa de estreitar
a relação entre mães e filhos.
A empresa quer fortalecer esta experiência
com Natura Criança, linha que nasceu para
estender o conceito de Bem Estar Bem à
idade em que a criança começa a
descobrir seu corpo, ou seja, para crianças
de 3 a 10 anos.
Na Avon as futuras mamães também
tem uma linha cosmética especial. Amor
& Vida foi totalmente desenvolvida localmente
pela Avon Brasil e é exportada para países
da América do Sul. Segundo a empresa, são
sete produtos diferenciados que contêm fragrância
suave, foram testados dermatologicamente, são
hipoalergênicos e vem em embalagens práticas,
seguras e com formas arredondadas, sem cantos
e cores fortes. Ao mesmo tempo que facilitam a
utilização das mamães, podem
ser usadas como brinquedo na hora do banho.
Perfumaria
fina – No segmento premium,
as mamães têm à sua disposição
Petits et Mamans, linha lançada em 1997,
que traz em sua formulação fragrância
sem álcool, enriquecida com camomila e
com uma nota original de talco. Além do
perfume, a linha possui também sabonetes,
xampus, gel de banho e loção corporal.
Segundo a empresa, ingredientes naturais como
o pêssego e os extratos de lírio,
combinados com as propriedades relaxantes do chá
de camomila, garantem a delicadeza de todos os
itens. Os produtos de higiene não contêm
álcool, lanolina, nem ingredientes de origem
animal e todos foram submetidos a testes de alergia.
Paolo Bvlgari, presidente do Grupo Bvlgari, explica:
“Queríamos algo que expressasse a
relação especial e intensa que existe
entre mãe e filho. Por isso, pensamos num
perfume e numa linha de banho que fossem dedicados
a ambos”. A marca Petits et Mamans ganha
linha de proteção solar Sun Collection,
composta por bloqueador solar, bastão para
face e lábios, e pós-sol. Segundo
a empresa, todos os itens contêm um sistema
de filtro solar testado, com as conhecidas e poderosas
propriedades bloqueadoras, especialmente desenvolvido
para proporcionar a máxima proteção
diante dos nocivos raios UVA e UVB. O extrato
de pêssego e a manteiga de karité
prometem manter a pele das crianças macia
e hidratada. |
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Cheiros
e aromas – O segmento infantil também
tem fragrâncias peculiares. “Observamos que as crianças
hoje estão cada vez mais vaidosas, com opinião própria
e influência na escolha da marca do xampu, bem como em outros
produtos
de higiene pessoal”, afirma Úrsula Sakamoto, gerente
de marketing da Givaudan.
Segundo ela, as mães de classe B e C são fortemente
pressionadas pela condição econômica e, geralmente,
“declaram gostar de cheiros mais suaves e que invariavelmente
remetam a cheiro de bêbe”, complementa. Contudo, seus
filhos preferem fragrâncias mais fortes, com cheiro de fruta,
o que via de regra lhes desagrada, como tutti-frutti, uva, frutas
vermelhas, frutas cítricas, abacaxi, melão, mamão,
maracujá, frutas tropicais, ou até mesmo, cheiro de
chiclete.

Grau de risco – A Anvisa, através da
RDC n.38 de 21/03/2001, regulamenta normas e procedimentos para
fabricantes de cosméticos de uso infantil, onde estabelece
critérios para o registro de produtos para este público.
A norma indica que os seguintes produtos são considerados
Grau de Risco 2: batom infantil, brilho labial, blush infantil,
rouge infantil, esmalte infantil e fixador de cabelos infantil.
Sendo Grau Risco 2, todos os cuidados devem ser tomados. Portanto
é um erro, o adulto usar os produtos de consumo próprio,
no público infantil, pois as concentrações
de antimicrobianos, por exemplo, têm toda uma legislação
específica.
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