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 , 9 de Setembro de 2010
   Revista - H&C - Household & Cosméticos
Ano IV - nº 20- Juli/Ago - 2003 


   Palavra do Editor

 Confiança não pode faltar

Até hoje os dirigentes de empresas se perguntam por que a taxa de juros, fixada em 26,5%, não tem um viés de baixa. “Qual é a razão de uma taxa nessas proporções se a inflação mostra sinais de que está perdendo fôlego?”, questionam todos os interessados no crescimento de seus negócios.
Realmente, a inflação está perdendo seu pique. De acordo com o IBGE, em maio ela recuou para 0,61%, ante 0,97% registrados em abril. Mas no mesmo relatório que veio essa boa notícia, o órgão apresentou o IPCA relativo aos meses entre janeiro e maio que acumula alta de 6,80%. No mesmo intervalo do ano passado esse índice era de 2,51%.

No entanto, para alguns economistas, a inflação está num momento de transição e deve, a partir de julho, ter uma variação de 0,5% ao mês. Outra projeção é que se o índice inflacionário reduzir sua pressão, a taxa de juros deve fechar o ano em 20%. Agora, o momento inspira cautela e uma avaliação equilibrada, já que o governo prefere ser “precavido” e não baixar os juros e o setor industrial volta seus olhos apenas para as boas notícias.

Seja na veemência do vice-presidente, José Alencar, que não pára de pedir menor juro, seja na polidez do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, que afirma que o país tem que buscar meios de crescer já, sem “ficar esperando os juros caírem”, o sentimento geral é de mudança, como está não pode ficar. Já que o governo é cauteloso, temos que exigir pelo menos a ação certa na hora certa. O que não queremos são “medidas de curto prazo, que depois se demonstram totalmente falaciosas e muitas vezes demagógicas” como disse Dirceu numa reunião com empresários.

Enquanto isso, fazemos nossa parte, ficando atentos às oportunidades que se descortinam à nossa frente. Um bom exemplo disso está na matéria especial sobre o mercado de cosméticos masculinos; sempre confiantes, as empresas investem para crescer nesse segmento no Brasil. De acordo com a 2B Consulting, esse mercado já movimenta R$ 1,2 bilhão no país.
A outra matéria especial trata dos polidores de móveis e automotivos, mostrando que os fabricantes desses itens estão num dilema: como investir em inovação se o mercado não o permite? Com tantas empresas posicionadas com baixo preço, fica difícil convencer o consumidor a pagar mais por um benefício maior.

Para se interar do mercado, não deixe de ler também as duas matérias sazonais. A reportagem sobre o álcool gel mostra que o número de acidentes com queimaduras foi reduzido, depois da adoção da RDC 46 da ANVISA, porém fabricantes temem o encolhimento do mercado. Na área de cosméticos, trazemos a cobertura da HBA, maior feira profissional da AL para o segmento.

Boa leitura!

Luiz Alberto Bozzolo
luizbozzolo@freedom.inf.br

 

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