Palavra do Editor
Confiança
não pode faltar
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Até
hoje os dirigentes de empresas se perguntam por que a taxa de juros,
fixada em 26,5%, não tem um viés de baixa. “Qual
é a razão de uma taxa nessas proporções
se a inflação mostra sinais de que está perdendo
fôlego?”, questionam todos os interessados no crescimento
de seus negócios.
Realmente, a inflação está perdendo seu pique.
De acordo com o IBGE, em maio ela recuou para 0,61%, ante 0,97%
registrados em abril. Mas no mesmo relatório que veio essa
boa notícia, o órgão apresentou o IPCA relativo
aos meses entre janeiro e maio que acumula alta de 6,80%. No mesmo
intervalo do ano passado esse índice era de 2,51%.
No entanto, para alguns economistas, a inflação está
num momento de transição e deve, a partir de julho,
ter uma variação de 0,5% ao mês. Outra projeção
é que se o índice inflacionário reduzir sua
pressão, a taxa de juros deve fechar o ano em 20%. Agora,
o momento inspira cautela e uma avaliação equilibrada,
já que o governo prefere ser “precavido” e não
baixar os juros e o setor industrial volta seus olhos apenas para
as boas notícias.
Seja na veemência do vice-presidente, José Alencar,
que não pára de pedir menor juro, seja na polidez
do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, que afirma
que o país tem que buscar meios de crescer já, sem
“ficar esperando os juros caírem”, o sentimento
geral é de mudança, como está não pode
ficar. Já que o governo é cauteloso, temos que exigir
pelo menos a ação certa na hora certa. O que não
queremos são “medidas de curto prazo, que depois se
demonstram totalmente falaciosas e muitas vezes demagógicas”
como disse Dirceu numa reunião com empresários.
Enquanto isso, fazemos nossa parte, ficando atentos às oportunidades
que se descortinam à nossa frente. Um bom exemplo disso está
na matéria especial sobre o mercado de cosméticos
masculinos; sempre confiantes, as empresas investem para crescer
nesse segmento no Brasil. De acordo com a 2B Consulting, esse mercado
já movimenta R$ 1,2 bilhão no país.
A outra matéria especial trata dos polidores de móveis
e automotivos, mostrando que os fabricantes desses itens estão
num dilema: como investir em inovação se o mercado
não o permite? Com tantas empresas posicionadas com baixo
preço, fica difícil convencer o consumidor a pagar
mais por um benefício maior.
Para se interar do mercado, não deixe de ler também
as duas matérias sazonais. A reportagem sobre o álcool
gel mostra que o número de acidentes com queimaduras foi
reduzido, depois da adoção da RDC 46 da ANVISA, porém
fabricantes temem o encolhimento do mercado. Na área de cosméticos,
trazemos a cobertura da HBA, maior feira profissional da AL para
o segmento.
Boa
leitura!
Luiz
Alberto Bozzolo
luizbozzolo@freedom.inf.br
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