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Especial Cosméticos
Hidratantes
em movimento
Com
expectativa de faturar R$ 300 milhões no final deste ano,
o mercado de hidratantes ganhou impulso nas vendas pelo aumento
do consumo de cremes e loções
Qual é a
importância da água para nossa pele e o que isso tem
a ver com hidratantes? A dra. Aurea Lopes, dermatologista, explica:
"Nas células do nosso organismo, inclusive as da pele,
existe de 70% a 85% de água, ou seja, sem ela, para que ocorram
as reações enzimáticas, fundamentais para o
funcionamento normal do nosso organismo, o corpo busca meios alternativos
de sobrevivência, levando à produção
de grandes quantidades de radicais livres, acelerando o envelhecimento
da pele e agravando doenças preexistentes. Portanto, água
é fundamental". Segundo a dermatologista, os hidratantes
servem para repor a água perdida durante o dia. Eles são
na maioria das vezes formulações que contém
uréia, lactato de amônio, ácido láctico
e ácido hialurônico.
No
mercado cosmético, os hidratantes movimentaram R$ 196,5 milhões
em 2001. O faturamento dessa categoria no ano passado ainda não
foi divulgado pela ABIHPEC (até o fechamento desta edição),
entretanto, se a expectativa da associação for confirmada,
o valor deve ultrapassar R$ 230 milhões. Para 2003, a previsão
é que os hidratantes alcancem faturamento de R$ 300 milhões.
Se esses valores se confirmarem, já teremos um crescimento
de quase 53% nesta década.
Atualmente,
mesmo havendo hidratantes para áreas específicas,
como paramãos, pernas e pés, os dois principais segmentos
ainda são corpo e rosto. Segundo a ABIHPEC, de janeiro a
outubro, o segmento corpo teve vendas de R$ 183,4 milhões
e o rosto, R$ 46 milhões. O canal que mais distribuiu itens
para o rosto é a venda direta, totalizando 814,1 t. Para
o corpo, o varejo tradicional vendeu mais com 8,8 mil t (confira
tabela na página ao lado).
Preço
versus benefícios - No varejo, o que sempre contou
na compra de hidratantes para o corpo era o preço, mas nos
últimos tempos o valor agregado tem contado bastante para
impulsionar vendas. Os hidratantes Monange, da DM Farma, podem ser
encontrados por R$ 3, em 170 ml. Vasenol, da Unilever, tem preço
de R$ 3,35, em embalagens de 187 ml, mas a líder de mercado
com 20,6% é Nivea Body, da Nivea, cuja versão básica
custa R$ 6,72, com 200 ml.
No
ranking dos hidratantes faciais, Nivea Visage aparece em primeiro
lugar, com 34% de participação no mercado. A Unilever
vem em segundo lugar com a linha Ponds, com fatia de 22,2% e L'Oréal,
com Plenitude, fica com 20,1% do mercado (dados da ACNielsen).
A
empresa alemã posiciona seus produtos como os mais eficazes
contra o ressecamento da pele, utilizando tecnologia de ponta, como
a versão Q10 que promete deixar a pele mais firme. O valor
agregado chega até as embalagens, como por exemplo em Nivea
Body Satiné que tem aplicador em spray. Por outro lado, Monange,
que tem o menor valor agregado, impulsiona suas vendas pela tradição
no mercado, a marca é produzida há mais de 50 anos
e atualmente tem 18,1% das vendas da categoria.
Entre
as marcas mais populares, a linha Vasenol merece destaque. De acordo
com a Unilever, os lançamentos de itens para diferentes áreas
do corpo, como hidratantes para mãos e unhas, para pernas,
pele morena e para o controle da celulite, impulsionaram maiores
vendas da marca, aproximando-a da líder de mercado. Mesmo
com versões para o corpo que custam até duas vezes
menos que itens da linha Nivea, Vasenol ainda não conseguiu
o primeiro posto. A linha da Unilever aparece em segundo lugar com
19,3% de participação de mercado (dados da ACNielsen).
Varejo
e venda direta - A dicotomia entrehidratantes para o
corpo e para o rosto tem suas diferenças também no
canal de distribuição. Enquanto os itens para o corpo
têm maiores vendas no varejo, os direcionados para o rosto
faturam mais no canal de venda direta. A análise dos dados
de distribuição da ABIHPEC mostra que quanto maior
o benefício, maior é a venda personalizada. A Avon,
líder de mercado na venda direta, treina suas mais de 600
mil revendedoras para que elas mostrem a ação dos
hidratantes no rosto para as clientes.
O
mesmo não acontece no varejo. Sem a venda personalizada,
os consumidores voltam-se para o quesito melhor custo-benefício.
É aí que os hidratantes para o corpo se destacam.
É vendido no varejo quase o dobro do que se registra na venda
direta. De janeiro a outubro do ano passado, os itens para o corpo
tiveram queda de 1,9% no porta-a-porta e crescimento de 0,9% no
varejo.
Quem
cresce mais? - Seja no segmento rosto ou corpo, quem
cresce mais na distribuição de hidratantes não
é a venda direta nem o varejo tradicional. As franquias começam
a mostrar sua força no segmento crescendo acima dos dois
dígitos. Neste canal de distribuição, de janeiro
a outubro os hidratantes para o rosto tiveram incremento de 20,2%
em unidades vendidas, se comparado a 2001. Para o corpo, o crescimento
foi de 15,4%, também em volume.
O
Boticário, que atua neste segmento tem seis hidratantes entre
seus produtos de cuidados pessoais. Eles são responsáveis
por 5% das vendas anuais da rede de franquias. A Contém 1g,
também de franquias, diversificou sua linha de atuação.
Agora a marca não quer ser conhecida somente pelas suas maquiagens,
sua linha de cuidados pessoais chega ao mercado com 13 itens, entre
eles óleos e loções hidratantes. O diferencial
prometido pela empresa são as fragrâncias.

Matérias-primas
x preços - Um importante fator para a formação
de preço dos produtos cosméticos é o conjunto
de matérias-primas usado. As empresas que as fornecem garantem
que existem formulações para diversos posicionamentos
de preço. Lembrando que para competir no mercado, essas formulações
devem contemplar itens como ativos umectantes, emolientes, fator
de proteção solar e emulsificantes, além de
conservantes para inibir a contaminação microbiológica.
"Os
preços das matérias-primas cosméticas variam
de acordo com o objetivo da formulação e que público
pretende atingir", diz Simone dos Reis Barbosa, do departamento
de pesquisa da Lonza. De acordo com ela, atualmente é muito
difícil aproximar os preços entre hidratantes básicos
e os mais avançados. "Hidratantes mais simples, de composição
básica terão preços finais mais acessíveis
quando comparados a hidratantes com apelos do tipo oil-free, anti-rugas,
etc.", afirma.
Para
enxugar ainda mais o investimento na formulação, algumas
empresas, como a Clariant, disponibilizam blends que podem ser misturados
com ativos diversos. Tais blends podem até ser manipulados
a frio, além da quantidade de matérias-primas empregadas,
a energia empregada na fabricação.
Mais
tecnologia, lucro por unidade
- Segundo Ricardo Patrocínio, gerente de categoria de cuidados
para a pele da Avon, a percepção de que o segmento
de hidratantes é dominado por ativos diferenciados está
errada. "O que observamos e podemos afirmar é que uma
grande parte do mercado está concentrada nos produtos considerados
de massa (que têm formulação básica sem
muitos benefícios extras)", diz Patrocínio. "A
inclusão de novas matérias-primas e tecnologias estão
adicionando valor para esse segmento. Além disso, para serem
maiscompetitivas as empresas de consumo de massa estão disponibilizando
uma
gama de benefícios cada vez maior", acrescenta.
Com
maior tecnologia inserida em suas formulações, os
hidratantes para o rosto representam 20% das vendas totais da categoria.
Eles podem parecer menos importantes no mercado, no entanto, a relação
preço por ml é maior. De acordo com Maya Maalouf,
diretora da Anna Pegova, o preço mais alto é devido
ao que é investido no desenvolvimento da formulação.
"As fórmulas de hidratantes para o rosto têm maior
investimento em desenvolvimento e mais princípios ativos",
diz Maalouf. Na Anna Pegova, a venda de hidratantes com inovação
representam 30% das suas vendas no Brasil.
Agentes
inovadores - As novidades em ativos que são apresentadas
pelas empresas mostram que a tendência é cuidar da
hidratação da pele em profundidade. O grupo LVMH lançou
em setembro do ano passado o hidratante Christian Dior Hydra Move,
em duas versões: fluído com FPS 10, para uso diurno,
e creme para uso noturno. O produto possui Jisten (composto patenteado
pela LVMH) e glucamato de cálcio. Esses ativos, segundo a
empresa, são capazes de estimular a circulação
da água dentro da pele.
"Hydra
Move interage com os aquaporines, elementos encontrados nas células
da pele, recém-descobertos pela ciência, que servem
como canais por meio dos quais as células renovam suas reservas
de água", explica Marisandra Pastore, gerente de treinamento
de Christian Dior. "Quanto mais água circulando, mais
firme fica a pele", resume Pastore.
Em
quatro meses, desde que foi lançado, Hydra Move já
vendeu 15% a mais que seu antecessor Hydrastar em igual período.
Para impulsionar suas vendas em lojas de cosméticos de prestígio,
espalhadas pelo Brasil, atendentes da equipe Christian Dior foram
treinadas para apresentar às consumidoras as inovações
do produto. Neste ano, a LVMH promete mais. "Devemos apresentar
novidades para o tratamento da pele em maio", afirma Pastore.
Vitaminas
para a pele - As vitaminas em cremes cosméticos
começaram a ser usadas há uns 20 anos. Os dados sobre
qual empresa agregou primeiro as vitaminas nos cosméticos
não são precisos, bem como que marca inaugurou a tendência
no Brasil. O fato é que o uso delas é cada vez mais
freqüente, sendo que as principais são as vitaminas
A, C e E, consideradas antioxidantes e rejuvenescedoras e a D-Pantenol.

"A
adição da vitamina C nos cosméticos se tornou
mais fácil no decorrer dos anos", afirma Lucy Buchi,
gerente de produto da Roche. Segundo ela, no passado, para usar
a vitamina C era necessário diversos recursos diferenciados,
desde uma produção específica para o ativo
não alterar as características fisico-químicas
do produto final até as embalagens que deveriam proteger
a loção da luminosidade.
"No
caso do Stay C 50, produzido pela Roche, os benefícios são:
fácil aplicação e manuseio do produto final.O
produto pode ter contato com o ar e mesmo assim não tem alteração
de cor devido à vitamina C, como também é possível
utilizar pH mais alto sem ter interferência nas características
do hidratante", explica a gerente. "Com a facilidade de
uso, as vitaminas vão se tornar itens mais populares nas
formulações, fazendo as empresas pesquisarem outros
meios de diferenciação."
Hidratante
para todos - Mais populares, mais avançados e
com maior valor agregado. O mercado de hidratação
caminha para a sua maturidade. Em seus dados sobre a evolução
do consumo no Brasil na década passada, a ABIHPEC mostra
que os homens avançam a passos largos, enquanto as mulheres
ainda representam a maior fatia consumidora de cremes e loções.
Nos
anos 90, 63% mais homens passaram a usar cremes e loções
de diversos tipos, inclusive hidratantes. No mesmo período,
o uso desses produtos pelas mulheres cresceu 36%. Elas representam
um público de 31 milhões de usuárias e eles
já arregimentam mais de 11 milhões de compradores.
Hábitos
delas e deles - As mulheres usam hidratantes para se
sentirem bem, eliminando a sensação de pele ressecada.
"Uso hidratante diariamente, desde os meus 16 anos, antes de
sair de casa e sempre tenho um para mãos no escritório",
diz Luciana Nicolete, 36. O hábito das mulheres também
difere no quesito fragrâncias. "Sempre procuro variar
as fragrâncias para não enjoar", acrescenta.
Já
os homens querem agradar as mulheres. "Eu uso hidratantes de
várias marcas, às vezes pego até emprestado
da minha mãe", diz José Maria Berbel Gimenez
Neto, 23. "Dou preferência aos que não têm
cheiro e gosto de usá-los para a pele do rosto não
ficar ressecada e áspera, além disso, minha namorada
adora", acrescenta.
De
acordo com Marisandra Pastore, gerente de treinamento da LVMH, os
homens mais jovens estão mais inclinados ao consumo de hidratantes.
"Os hidratantes das nossas marcas para os homens são
vendidos como complemento de linha pós-barba e não
simplesmente como cremes para hidratar a pele", diz Pastore.
Iod e Higher, da Christian Dior, têm hidratantes em suas linhas;
a gerente não revela quanto esses itens representam no faturamento
da empresa no país.
Sazonalidade
- Apesar das empresas cosméticas registrarem um pequeno aumento
nas vendas de hidratantes no verão e no inverno, o consumo
do produto é praticamente constante durante todo ano. Entretanto,
na estação mais quente, as estrelas da categoria de
cuidados com o corpo são os protetores solares e um "primo"
em primeiro grau dos hidratantes: os pós-sol.
"Os
protetores solares e bronzeadores impulsionam a venda dos produtos
pós-sol que têm o objetivo específico de hidratar
e cuidar da pele após o sol", explica Georgina Crisi,
gerente de produto de Nivea Sun. "Eles contêm ingredientes
que repõem a umidade natural da pele prejudicada pela ação
dos raios solares, ajudando a evitar sua descamação,
além de refrescar e acalmar a pele de forma mais eficiente",
acrescenta.
De
acordo com a Nivea, no inverno, o panorama não é muito
diferente. Em menores proporções as vendas de hidratantes
aumentam. "No Brasil, as estações do ano não
são muito definidas com exceção do inverno
que pede uma hidratação corporal mais intensa. Entretanto,
é preciso considerar que estamos num país tropical
e nos meses de inverno temos férias escolares, muitas pessoas
vão ao litoral nessa época", afirma Denise Ledoux,
gerente de produto de Nivea. Segundo ela, dessa maneira também
há um aumento nas vendas dos produtos pós-sol durante
esse período.
Hidratação
e antidade
- Além de refrescar a pele, os hidratantes têm a função
de prevenir o aparecimento de rugas e linhas de expressão,
já que, segundo especialistas, o equilíbrio da água
nas células da pele evita radicais livres e o fotoenvelhecimento.
No entanto, os hidratantes não concorrem com os cremes e
loções antidade, pois eles têm ativos específicos
para combater as primeiras rugas e nutrir a pele com substâncias
perdidas com o tempo ou estimular sua produção.
"É
preciso esclarecer que as pessoas mais jovens não necessitam
de cremes anti-rugas", diz Denise Ledoux, da Nivea. "Não
se deve pagar mais por um benefício do qual a pele ainda
não necessita, o que ela precisa é de prevenção",
acrescenta. De acordo com ela, esse é o papel dos hidratantes.
Marisandra Pastore, da LVMH, concorda com o conceito de prevenção.
"Nunca um hidratante terá o mesmo poder de reduzir as
rugas tal como um antidade tem. Os cremes anti-rugas são
especialmente desenvolvidos para essa função, com
ativos diferenciados, nesses produtos a hidratação
é apenas um complemento", acrescenta.
Sabonete
com benefício hidratante
- Hidratantes para depois do sol, para antes das rugas e também
têm hidratantes para tomar banho. Duas empresas agregam hidratantes
aos sabonetes. Com essa estratégia, a Unilever, pioneira
na categoria, com Dove, e a Unisoap, com Francis Hydratta, fazem
uma acirrada concorrência. "Os sabonetes com ingredientes
hidratantes cumprem a função de limpar, mas são
mais suaves à pele, pois ajudam a preservar a camada natural
hidrolipídica que existe na camada córnea, contribuindo
para reduzir o ressecamento e deixando a pele macia", diz Patrícia
Aversi, gerente da marca Dove.
Para
o verão 2002/2003, a linha Dove ganhou nova versão
de sabonete e loção hidratante, com formulação
enriquecida com óleo de girassol, que, segundo a empresa,
deixa a pele macia e ajuda a prolongar o bronzeado. Ambos serão
produzidos até abril de 2003. De acordo com a gerente, tanto
os hidratantes convencionais quanto os sabonetes que não
ressecam a pele são mercados interessantes. "Não
entramos no mérito de comparar rentabilidade entre as versões,
tratam-se de duas categorias distintas e atrativas para a indústria",
afirma Aversi.
O
próximo passo
- Depois de investir na divulgação do seu sabonete
hidratante Francis Hydratta, a Unisoap prepara-se para seguir os
passos da concorrente. "Nesse ano há um cronograma de
lançamentos que prevê uma série de produtos,
entre eles a versão líquida do Francis Hydratta e
uma linha de xampus", afirma Cássia Giacometti, gerente
da marca Francis Hydratta. A expectativa de vendas dessa nova versão
é otimista, levando em conta que Francis Hydratta conquistou
a segunda colocação do mercado de sabonetes hidratantes
em menos de um ano.
"No
segundo semestre de 2002, a produção de Francis Hydratta
passou de 100 t mensais para mais de 550 t", diz Giacometti.
"Essa marca foi alcançada com uma série de ações
comerciais e de marketing, incluindo aí a primeira campanha
de anúncios na TV." No ano passado, os comerciais de
Francis Hydratta, que se apresentava como o melhor sabonete hidratante,
levaram a Unilever a responder com outra propaganda indicando que
Dove era o único e verdadeiro sabonete com este benefício.
A disputa levou ambas empresas ao Conar (Conselho Nacional de Auto-regulamentação
Publicitária). No fim da disputa, a Unilever e a Unisoap
tiveram que retirar do ar seus anúncios.
O
executivo da Unisoap afirma que para as novas versões de
Hydratta a empresa não está preparando uma guerra
publicitária. "O lançamento de novos produtos
faz parte de nossas metas de crescimento no mercado, que está
em expansão, e pretendemos conquistar nosso próprio
espaço nele."
Hidratante
com benefício de limpeza - Com os hidratantes,
a Unilever se lança para além dos sabonetes. O conceito
também é explorado em xampus e condicionadores. A
linha Dove para os cabelos chegou ao mercado em julho de 2002 formada
por nove itens. No entanto, a empresa afirma que os dois segmentos,
hidratantes para a pele e para os cabelos, não devem ser
confundidos, pois eles têm necessidades diferentes.
"Quando
consideramos os hidratantes, não se deve misturar com os
produtos para os cabelos, porque são diferentes. Entretanto,
é claro que o conceito de hidratação na rotina
de beleza é muito forte, pois todos os fatores ambientais
(sol, vento, água, ar condicionado) e hábitos de beleza
(secador de cabelo, tratamentos químicos) ressecam os cabelos
e a pele", diz Patrícia Aversi, da Unilever.
Futuro
dos hidratantes - A tendência de matérias-primas
e ativos apontam para a hidratação prolongada. Os
primeiros ativos nesse sentido prometem "irrigar" as células
por até sete horas. Outra tendência é a manutenção
de água na barreira mais superficial da pele. Alguns produtos
buscam associar as suas formulações com substâncias
cicatrizantes. Para as mulheres, o diferencial é o aumento
de ativos para redução de celulites e combate à
flacidez da pele. Nos Estados Unidos e na Europa, as publicações
editoriais desse setor apontam para os óleos essenciais.
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Os
cães também têm direito
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| Nem
só de humanos vivem os hidratantes. Também é
possível encontrar produtos com esse benefício
para os cães e gatos. Nesse caso, a função
principal é evitar as dermatites. A Bayer, divisão
Animal Health, vende Vetriderm com esse tipo de indicação.
Esse item ainda tem a capacidade de eliminar fung e infecções
dérmicas. As clínicas veterinárias disponibilizam
banhos hidratantes e relaxantes para cães e gatos, com
direito a sabonetes que não ressecam os pêlos.
Outra empresa que se destaca nesse segmento é a Casa
Granado, que inaugurou uma divisão só com produtos
caninos". |
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