, 9 de Fevereiro de 2010
Notas de Mercado

As notícias mais quentes do mercado de household e cosméticos

Canal direto recruta vendedoras na primeira feira do setor

O setor de venda direta, que movimenta cerca de R$ 5,3 bilhões anualmente, ganha feira própria e apresenta oportunidades de negócios tanto para o segmento porta a porta quanto para franquias e distribuição de cosméticos. A feira Porta a Porta foi realizada de 5 a 8 de julho, em São Paulo/SP, e contou com empresas do segmento cosmético. Esse segmento responde por 82,4% do movimento total do canal de venda direta. A Ana Pegova, empresa que entrou no canal há um ano, por exemplo, recrutou novas consultoras e mostrou as oportunidades de ganhos do setor. Segundo Adna Fischmann, diretora de venda direta da Ana Pegova, o principal objetivo na feira foi continuar o trabalho de formação das consultoras. "A estratégia da Ana Pegova é recrutar pessoas qualificadas que passarão por treinamentos para, além de vender, aconselhar as clientes sobre qual produto usar", diz Fischmann. "Com essa estratégia estamos mais preocupados com a qualidade de nossas colaboradoras do que com a quantidade de vendedoras", afirma. As 1,1 mil revendedoras da Ana Pegova na venda direta, conhecidas como personal beauty, geram vendas que correspondem a 10% do faturamento da empresa. "A meta é chegar aos 20% do faturamento com 2 mil personal beauties ainda esse ano", acrescenta Fischmann.

Claude Bergère impulsiona crescimento na feira Porta a Porta - Na primeira feira setorial de venda direta, a Claude Bergère apresentou seus produtos cosméticos e ministrou palestras sobre sua franquia móvel, Beleza sobre Rodas, e fixas (lojas). Patrícia Izar, gerente de marketing da Claude Bergère, afirma que a empresa ainda não fechou o balanço da feira, mas garante que o evento superou as expectativas em termos de cadastramento de novos franquiados. "Por ser a primeira feira, não tínhamos idéia do movimento mas conseguimos cadastrar muitas pessoas interessadas nas franquias, principalmente na móvel", afirma. Por mês, a "Beleza sobre Rodas" vende em média 2 mil a 4 mil itens e também serve como um distribuidor para as vendedoras autônomas. "Atualmente a Claude Bergère possui 280 mil vendedoras, coligadas a 60 franquiados (lojas), e 21 vans "Beleza sobre Rodas". "A meta é fechar o ano com pelo menos o dobro de vans", diz Izar. Segundo ela, o ponto negativo da feira foi a ausência da Avon e da Natura. "Com certeza, essas empresas iriam trazer mais visitantes, o que tornaria a feira mais interessante", afirma. A Claude Bergère fatura anualmente R$ 5,4 milhões e espera crescimento de 35% até o final do ano.

No vácuo das grandes marcas - Já que não existe fidelização das vendedoras do canal porta-a-porta, a Aromaterapia, fabricante de cosméticos, perfumes e essências aromaterapêuticas, posiciona seus produtos como complementares de linhas das grandes marcas do segmento. A empresa existe há nove anos e atuava somente com lojas multimarcas. Nos últimos três anos a empresa ingressou no sistema de venda direta e hoje esse canal responde por 80% do faturamento anual da empresa. De acordo com Luiz Eduardo Queiroz, químico formulador da Aromaterapia, o mercado para os aromáticos é pequeno mas tende a crescer rapidamente com a entrada das grandes marcas. "A nossa tática não é tirar as vendedoras de outras empresas do setor, como a Avon e a Natura, queremos colocar nossos produtos como um complemento dessas linhas tradicionais", diz Queiroz. "Conseguimos isso pela própria necessidade das revendedoras de ter um diferencial para competirem entre si", acrescenta.

Ser o próprio chefe - Com o velho apelo de tornar pessoas comuns em microempresários, empresas de cosméticos, de médio porte, atuantes no canal porta a porta, utilizam a primeira feira do setor para desenvolver oportunidades de trabalho e negócios através da venda direta. Janete Paulina da Mota, proprietária e diretora comercial da Di Larouffe cosméticos, usa seu exemplo pessoal para convocar novos parceiros. Há 19 anos na venda direta, Mota comprou a empresa para qual vendia produtos cosméticos, a Margareth Thenley, em 1988, e cinco anos depois iniciou as atividades da Di Larouffe. "Não há crise no canal de venda direta", afirma Mota. "As pessoas sempre podem gerar renda e o ganho depende do esforço de cada um. A Di Larouffe conta com a força de 30 mil vendedoras e 60 distribuidores, em todo o Brasil, que vendem 720 mil itens anualmente. Com comissões de até 30% do valor vendido e prêmios de atingimento de metas, a Di Larouffe quer fechar o ano com 9 mil novas vendedoras e mais 20 distribuidores. "Esperamos um crescimento de 30% no nosso faturamento nesse ano", diz Mota. Em 2000, as vendas da empresa foram de R$ 2 milhões.
Workshops 2010
 
Curso de Tecnologia de Embalagens para Cosméticos-SP
26/3/2010 e 27/3/2010
Curso de Tecnologia em Hair Care-SP
10/4/2010 e 11/4/2010
Workshop Porto Alegre-RS
22/7/2010 e 23/7/2010
Workshop Goiânia-GO
12/8/2010 e 13/8/2010
Workshop Belo Horizonte-MG
16/9/2010 e 17/9/2010

Artigos Técnicos

Formas cosméticas

[Ricardo Pedro]



Reologia e modificadores reológicos

[Ricardo Pedro]



Espessantes

[Ricardo Pedro]



Umectantes

[Ricardo Pedro]



Neutralizantes, alcalinizantes, acidulantes e tampões

[Ricardo Pedro]


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