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 , 24 de Abril de 2014
   Artigos Técnicos

Óleo de Rosa Mosqueta: Eficiência e versatilidade nas mais diversas aplicações.

Este artigo mostra a eficiência e a versatilidade do uso do Óleo de Rosa Mosqueta e suas mais diversas aplicações na área cosmética, farmacêutica, dermatológica e em produtos veterinários.

 
This article it shows the efficiency and the versatility of the use of the Rosehip Oil and its more diverse applications in the cosmetic, pharmaceutical, dermatological area and veterinarians products.

Ese artículo demuestra a la eficacia y a la flexibilidad del uso del aceite de Rosa Mosqueta y de sus usos más diversos en el área cosmética, farmacéutica, dermatológica y los productos veterinarios.

Nas cordilheiras dos Andes, onde o ar é puro e a natureza mostra-se exuberante e bela, cresce um arbusto exótico e silvestre conhecido pelos habitantes locais por Rosa Mosqueta.  Essa espécie de planta, cujo nome botânico é Rosa aff. Rubiginosa L., é também conhecida como rosa silvestre, rosa montés, rosa coral, jampi rosa ou rosa canina. Originária da Europa, na região do Mediterrâneo, foi trazida à America durante a conquista como plantas ornamentais, junto com outras variedades da mesma família, onde se difundiu de forma bastante ostensiva e suntuosa na região que vai do sul dos Andes no Chile até a região da Patagônia na Argentina.  Nos Estados Unidos é encontrada na região do meio-oeste, Estados de Missouri, Wyoming e Nebraska.
A Rosa Mosqueta é um arbusto que pertence à família das rosáceas, subfamília
rosídea e gênero rosa. Normalmente cresce em regiões de clima frio, seco e com precipitações superiores a 600 mm/ano, tanto em solos pobres como nos cultiváveis, em planícies e montanhas de pouca altitude. Seus talos e ramos estão cobertos de espinhos e suas flores são brancas e rosadas, às vezes com pigmentação amarela, com 3 a 6 centímetros de diâmetro, dispostas em cachos de 7 a 15 unidades. Suas folhas são compostas, de forma elíptica, de um verde claro intenso. Apresentam 5 sépalas e 5 pétalas e numerosos estames. Quando suas pétalas caem, a planta produz um fruto na forma ovolóide, de 1,5 a 2,5 centímetros de diâmetro, de cor vermelha alaranjada, apresentando externamente uma casca com 1 a 3 milímetros de espessura. Do fruto da Rosa Mosqueta se extrai a casca, que é rica em vitamina C, razão pela qual é utilizada para preparar uma infusão ou chá que é muito saudável para o fortalecimento do sistema imunológico humano. Como resultado de secar o fruto em fornos ou câmaras de secagem e moê-las há a separação das sementes, pêlos ou espinhas. A casca contém em seu interior 15 a 20 sementes, nas quais é obtido por extração ou prensagem um rico óleo transparente de cor amarelo- avermelhado.

Processo de Extração do Óleo de Rosa Mosqueta

Para se obter um óleo de excelente qualidade é necessário fazer uma boa seleção das sementes de Rosa Mosqueta. É importante obter sementes com baixa umidade e de boa qualidade, para conseguir um alto rendimento do óleo.

A- Processo de prensagem a frio

As sementes são prensadas numa prensa do tipo expeller de baixa resistência, na qual a velocidade de alimentação é tal que a temperatura não exceda 40°C, para não afetar as propriedades e características originais do óleo.
Ao fim da prensagem um agente antioxidante natural (Vitamina E) é adicionado ao óleo para a sua estabilidade e proteção em estoque.
Depois o óleo passa por um processo de Winterização, onde o óleo é resfriado a  temperatura de 6ºC para separar e eliminar por cristalização a estearina, ceras, ésteres, resinas e qualquer sólido que permaneça no óleo. A separação é feita através de um filtro-prensa ou utilizando uma eficiente centrífuga.
O óleo ou azeite puro de Rosa Mosqueta é envasado em tambores, sob atmosfera de nitrogênio, para uma melhor estabilidade do produto em estoque.

B-  Processo de extração por solventes

As sementes de Rosa Mosqueta previamente selecionadas são laminadas e descascadas. Depois são transferidas para um extrator, onde o solvente hexano passa e circula através delas. O solvente dissolve e extrai o óleo presente nas sementes. A solução de óleo e solvente (miscela) é acumulado em tanques que são bombeadas para o equipamento de destilação sob alto vácuo, onde o solvente (hexano) é evaporado e o óleo de Rosa Mosqueta é obtido.

C- Processo de Refinação

O processo de refinação consiste basicamente das seguintes etapas:

  • Degomagem: Neste processo são eliminadas as gomas e mucilagens, que consistem de fosfolipídeos e outros lipídeos polares hidratáveis. A clorofila e carbohidratos são parcialmente eliminados também.
  • Neutralização: Esse processo é usado para eliminar os ácidos graxos livres.
  • Winterização: O óleo é submetido à baixa temperatura para eliminar ceras, resinas e ácidos graxos de alto ponto de fusão.
  • Desodorização: O óleo é submetido a alto vácuo em contra corrente com o vapor aquecido a altas temperaturas, sendo que os componentes mais voláteis responsáveis pelo odor, ácidos graxos livres, peróxidos, produtos de decomposição, aldeídos e micotoxinas são eliminados e extraídos.

 

Ao óleo refinado assim obtido é adicionado vitamina E (Tocoferol) como agente antioxidante. Sendo depois envasado em tambores, sob atmosfera de nitrogênio, para proporcionar melhor estabilidade em estoque. 

Estudo, Composição e Propriedade

O óleo de Rosa Mosqueta se destaca entre os demais óleos por ser um óleo vegetal de características únicas, possuindo em sua composição quase 80% de ácidos graxos  poliinsaturados; Linoléico 44 – 49% e Linolênico   28 – 34%, que são chamados também de ácidos graxos essenciais.
Os ácidos graxos essenciais são aqueles que o organismo não pode sintetizar e, portanto, devem ser obtidos da natureza, em particular do reino vegetal. Estes ácidos graxos são considerados indispensáveis na síntese de prostaglandinas, proteínas e são responsáveis pelo processo de regeneração das células, mecanismo de defesa e processos fisiológicos e bioquímicos relacionados à regeneração dos tecidos. Cabe destacar que os ácidos graxos essenciais, além de serem requeridos na formação da estrutura das membranas das células da epiderme, as suas insataurações conferem propriedade de fluidez, flexibilidade e permeabilidade cutânea. Essas características conferem ao óleo de Rosa Mosqueta num produto ideal para o tratamento e regeneração da membrana celular dos tecidos cutâneos. Ajuda a prevenir e atenuar o envelhecimento prematuro da pele, diminuindo as linhas de expressão, tais como os contorno dos olhos, estrias e rugas superficiais.
O óleo de Rosa Mosqueta tem a função de evitar a desidratação da pele, devido à presença dos ácidos graxos essenciais que atuam formando uma barreira de impermeabilidade que impedem a perda de água transepidémica (TEWL).  

Ação Terapêutica 

Somente a presença de ácidos graxos essenciais (EFAs), sem a presença de um composto com grande atividade biológica, não era suficiente para explicar as suas ações terapêuticas, que foram descritas e observadas por diversos pesquisadores, como por exemplo:

  • Regeneração cutânea de cicatrizes pós-cirúrgica e melhora na nutrição e circulação sanguínea, com conseqüente eliminação de rugas não profundas da pele, recuperando sua textura natural, lubrificação e elasticidade.
  • Distribuição de pigmentação, eliminando manchas da pele causadas pelo sol ou por envelhecimento.
  • Proporciona excelentes resultados na cicatrização de pele afetadas por queimaduras ou danificadas pela radioterapia.
  • Produz melhora significativa na sintomatologia em pacientes com enfermidades cutâneas como pele ressecada, como xerose, psoríase, hiperqueratose, queratose actímica, etc.
  • Realiza ações preventivas e corretivas ao fotoenvelhecimento por exposição às radiações solares, ativando a autogeração de melanina.

Para determinar a verdadeira razão dessa sua atividade terapêutica e farmacológica à comunidade científica internacional durante os últimos anos tem feito um intenso estudo e pesquisa da composição e aplicação do óleo obtido das sementes da Rosa Mosqueta.
Os resultados desses estudos e investigação foram expostos no IX Congresso Latinoamericano e Ibérico de Químicos Cosméticos na cidade de Santiago do Chile, em Outubro de 1987. A Dra. Bertha Pareja, professora principal da faculdade de Farmácia e Bioquímica de Lima, Peru, com a colaboração do Dr. Horst Kehl da Faculdade de Farmácia da Universidade de Missouri, USA, descobriram e identificaram, com resultados muito convincentes, mediante técnicas modernas, que o princípio ativo presente no Óleo de Rosa Mosqueta responsável pela grande atividade e ação biológica era o ácido transretinóico, também conhecido como tretinoína (derivado da vitamina A, retinol), presente em concentração pequena de 0,01 a 0,1%, em forma de cristais amarelos, os quais são suficientes, segundo avaliação e testes dermatológicos, para proporcionar as ações terapêuticas mencionadas acima.
O ácido transretinóico foi descoberto e sintetizado pelos cientistas Pommer e Samecki, quando estudavam a oxidação do aldeído a vitamina A, que é o ativo responsável por seus efeitos terapêuticos e as propriedades fisiológicas antes mencionada.  

Ação Farmacológica

Estudos comprovaram que a aplicação tópica do ácido transretinóico produz profundas modificações no processo de queratinização, aumentando a velocidade de regeneração dos tecidos e ativando os fibroblastos, que são células fabricantes de fibras sustentadoras dos tecidos, como o colágeno.
O seu maior empregado, nos últimos anos, está sendo no tratamento da pele envelhecida.  Histologicamente, a pele envelhecida é atrófica, apresenta uma camada córnea mais grossa e um achatamento da junção dermoepidérmica, com atipias celulares, que podem evoluir para queratoses actínicas e acúmulos de melaninas na forma de grânulos densos perinucleares nos queratócitos basais. A aplicação diária de tretinoína durante três semanas permite observar um aumento marcado da epidermopoiese (taxa de proliferação celular epidérmica) e da velocidade de regeneração epidérmica. Ou seja, o ciclo normal da migração do queratócitos do estrato basal até a camada córnea é muito mais rápido. Esta aceleração da diferenciação queratocitária permite o retorno à estrutura epidérmica jovem, com uma camada córnea mais delgada e uma distribuição normal do pigmento, que não mais se acumula a nível dos queratócitos basais.                             

 

Antecedentes Científicos: Tratamentos com Tretinoína

A seguir se fornecem um sumario de numerosas referências de tratamentos efetuados com tretinoína. A tretinoína, ácido transretinoico ou vitamina A ativa se encontra naturalmente presente no óleo de Rosa Mosqueta.

  • Tratamento de psoríase
    • Arquivos de Dermatologia, Departamento de Dermatologia da Universidade de Munique, Alemanha; abril de 1990. Resultados sobre 38 pacientes, altamente efetivo, 79% de índice de decrescimento de psoríase.
    • Arquivos de Dermatologia da Kingston University, janeiro de 1987. Tratamento em 60 pacientes. Resultados: boa resposta, com mais de 50% de eliminação de psoríase após 6 meses de tratamento.
    • Procedimentos da clínica MAYO, Rochester USA, dezembro de 1987. Tratamentos de 6 meses. Resultados: excelentes respostas.
    • British Journal of Dermatology, fevereiro de 1980. Técnica terapêutica aplicada em 97 pacientes durante 6 semanas. Resultados: terapia eficaz.
    • British Journal of Dermatology, março de 1981. Aplicação durante 14 semanas em 80 pacientes. Resultados excelentes, entre 75 e 100% de cura.
    • Ata Dermatovenerológica, dezembro de 1979, informação suplementar, Estocolmo, Suécia. Ensaios ao acaso durante 6 semanas, notáveis efeitos benéficos.
    • Ata Dermatovenerológica, Estocolmo, Suécia, dezembro de 1989. Ensaios efetuados no Hospital Marseling da Dinamarca. Resposta positiva com 75,85% de eficiência.
    • Swiss Journal of Medicine, abril de 1975, Suiça. Ensaios excelentes em 24 pacientes.
    • Medicina Cutânea Ibero-americana, Barclay Califonia EE UU, 1977. Foram tratados 32 pacientes com resultados altamente favoráveis.
    • Departamento de Dermatologia, Universidade Central de Michigan EE UU, junho de 1989, Journal of the American Academy of Dermatology, abril de 1982. Ensaios em 15 pacientes durante 8 semanas. Resultado: moderadas nuanças de eritema.
    • Hautarzt, Alemanha, janeiro de 1985. Tratamentos aplicados em vários pacientes durante alguns meses com significante benefício.
    • Deutsche Medizinsche Wochenschrift, Alemanha, novembro de 1978. Aplicações em 134 pacientes, terapia altamente eficaz.
    • British Journal of Dermatology, Universidade Central de Helsinky, Finlândia, junho de 1989. Aplicações em 34 pacientes, resultados eficazes.
    • Departamento de Dermatologia, Hospital da Universidade de Genebra, Suiça, ano 1988. Tratamento em 65 pacientes. Resultado de importância estatística.


  • Tratamento de fotoenvelhecimento e dano solar
  • Jama, Tufts University, Boston EE UU, janeiro de 1988. Terapias praticadas em 28 pacientes durante 3 meses, excelente resposta.
  • IX Congreso Latinoamericano e Ibérico da IFSCC, Santiago do Chile, outubro de 1989. 60 pacientes tratados, resposta satisfatória.
  • University of Wales, Inglaterra, janeiro de 1990, Departamento de Medicina. Tratados 20 pacientes em 12 semanas, com resultado significante para casos crônicos.
  • Brisith Journal of Dermatology, Departamento de Dermatologia da Universidade de Milão, Itália, abril de 1990. Foram 2 meses de tratamento com muito boa resposta.
  • Journal of the American Academy of Dermatology, outubro de 1986. Ensaios in vitro, casos de melanomas com resultados positivos garantidos.
  • Journal of The American Academy of Dermatology, setembro de 1989. Tratamentos de 6 meses de duração de importância estatística.
  • Journal of The American Academy of Dermatology, outubro de 1986. Casos de melasmas. Alternativa muito proveitosa.
  • Journal of The American Academy of Dermatology, outubro de 1986. Casos de melanomas, terapias garantidas.

 

  • Tratamentos de acne e acne vulgaris
  • British Journal of Dermatology, novembro de 1982. Tratados 48 pacientes satisfatoriamente.
  • Tidsskrift for den Norske Geforening, maio de 1990, Noruega. Tratados 94 pacientes adequadamente.
  • Semaine des Hospitaux de Paris, França, maio de 1980. Tratados 347 casos com um importante progresso.
  • Journal of The American Academy of Dermatology, outubro de 1986, agosto de 1987 e abril de 1982. Tratamento altamente eficaz em 319 pacientes.
  • Giornale Italiano de Dermatologia e Venerologia, setembro de 1986. Tratados 92 pacientes com resultados significantes.
  • Drug Intelligence and Clinical Pharmacy, maio de 1983. Aplicado 16 semanas de tratamento em vários pacientes. Resultado satisfatório.
  • British Journal of Dermatology, março de 1983. Tratados 76 pacientes. Resultado favorável.
  • University of Iowa, College of Medicine, novembro de 1987. Resultado satisfatório.
  • Journal of Investigative Dermatology, abril de 1986. Foram 3 meses de tratamento em 17 pacientes, com resultado satisfatório.
  • Ata Dermatovenerológica, suplemento, Estocolmo, Suécia. Tratados 289 pacientes, significativa redução de acne vulgaris.
  • Zeitschrift fur Haut Krank-heiten, Alemanha, julho de 1984. Tratados 40 pacientes durante 12 semanas com resultados significativos em acne vulgaris.
  • Journal of The American Academy of Dermatology, março de 1984. Foram tratados 150 pacientes, com uma resposta clínica altamente significativa.
  • Archives of Dermatological Research, EEUU, abril de 1976. Tratados 211 pacientes durante 8 semanas com resultados de importância estatística.
  • Annales de Dermatologie et de Venerologie, Clínica de Tonkin, França, 1987. Tratados 60 pacientes em forma nodular de acne, com resultados significantes.

 

  • Tratamento de queratose e queratose actínica
  • Ata Dermatovenerológica nº 61 de 1981, Estocolmo, Suécia. Tratados 34 pacientes nas palmas das mãos e plantas dos pés, com observáveis efeitos de melhora.  
  • British Journal of Dermatology, abril de 1987. Tratamento em 19 pacientes, casos actínicos, resultados de utilidade.
  • Journal of American Academy of Dermatology, outubro de 1986. Tratamento eficiente.
  • Lancet Publicaciones, fevereiro de 1982. Tratados 50 pacientes, com boa resposta, casos actínicos.
  • British Journal of Dermatology, abril de 1987. Tratados 19 pacientes, tratamento favorável.
  • Department of Dermatology, Central Hospital of Helsinky University, Finlândia. Tratados 60 pacientes, com resultados significantes.
  • Dermatológica Publicaciones, Nº 166 de 1983, Nº 158 de 1979 e janeiro de 1982. Tratamentos em 45 pacientes, muito boa alternativa.

 

  • Tratamento sobre lesões e cicatrizes da pele
  • American Journal of Obstetrics and Ginecology, agosto de 1982. Tratados 18 pacientes, com ótimos resultados.
  • IX Congreso Latinoamericano da IFSCC, Chile. Resultado satisfatório em 60 pacientes tratados.

 

  • Tratamento de carcinomas da pele.
  • Cancer Research Publishing, Pharmacokinetics, maio de 1982. Tratados 13 pacientes em terapia, com resultado de mudança sensitiva.
  • National Cancer Institute Monograms, Washington EEUU, dezembro de 1985. Casos de mesoteliomas e asbestoses, com reduções sensitivas.
  • Chinese Journal of Oncology, Hospital para Câncer Humano em Changsha, China, maio de 1989. Tratados 37 pacientes com tretinoína, com quimioprevenção eficiente e segura.
  • Drugs under Experimental and Clinical Research, Nº 12, ano 1986, Japão, resultado eficaz.

        
Composição Química

Os elementos que compõem o óleo cem por cento natural de Rosa Mosqueta e os valores típicos encontrados são:
Ácidos graxos não-saturados:

  • Ácido Linoléico: entre 43 e 49%.
  • Ácido Linolênico: entre 32 e 38%.
  • Ácido Oléico: entre 14 e 16%.

Ácidos graxos saturados:

  • Ácido Palmítico: entre 3 e 5%.
  • Ácido Palmitoléico: entre 0,1 e 5%.
  • Ácido Esteárico: entre 1 e 2%.

Outros ácidos graxos como Láurico, Mirístico, Araquídico, Gadoléico e Behênico: entre 0 e 1%. Além de 0,01 a 0,1% do Ácido Transretinóico.

Especificação Físico-Química

Aparência (25°C).................................................Líquido amarelo-avermelhado
Índice de Acidez..................................................2 Máx.                         
Ácido Graxo Livre (FFA)......................................1 Máx.
Índice de Saponificação.......................................180 – 190
Índice Iodo............................................................130 – 185
Densidade (25°C)................................................0,920 – 0,930
Índice de Refração (25°C)...................................1,475 – 1,476

A composição insaponificável do óleo de Rosa Mosqueta é constituída de carotenóides, fitoesteróis, tocoferóis, tocotrienóis  e pigmentos naturais como: Beta Caroteno, Licopeno, Rubixantina, Zinoxantina, etc. Mas é na polpa que se encontra a maior concentração desses pigmentos naturais, conforme mostra análise realizada na Faculdade de Ciências. Químicas e Farmacêuticas da Universidade do Chile.       

Pigmentos Naturais (polpa)                   Quantidade (miligrama/g)

Beta Caroteno                                                  40.6

Licopeno                                                           63.5

Rubixantina                                                       36.5

Zinoxantina                                                         8.4

O Licopeno presente no óleo de Rosa Mosqueta é um carotenóide da mesma família do beta caroteno. Não é apenas um pigmento natural, mas é  considerado um poderoso anti-oxidante  que protege o organismo contra o ataque e danos causados  pelos radicais livres e evita doenças degenerativas.   

Pesquisa e aplicação do Óleo de Rosa Mosqueta

O óleo de Rosa Mosqueta está sendo pesquisado e estudado há vários anos e diversas publicações, trabalhos técnicos e patentes mostraram as excepcionais propriedades cosméticas e dermatológicas, bem como os seus benefícios nessa e em outras áreas de aplicação.
Dessa forma, uma patente Indiana muito recente (Jul./2006), diz respeito a uma composição contendo óleos essenciais, que tem a função de desinfectar e purificar a água contaminada, deixando-a potável, eliminando as bactérias patogênicas gram positivas e gram negativas, viroses e outros microorganismos. Nessa composição é usado óleo vegetal insaturado, sendo que o óleo de Rosa Mosqueta  mostrou-se um eficiente veículo para os componentes dessa formulação.
Uma patente da L’Oreal (Nov./2001), descreve uma máscara facial cosmética, onde o óleo de Rosa Mosqueta entra na composição como um dos princípios ativos da fórmulação para dar firmeza e tonicidade a pele.
Uma outra patente da L’Oreal (Fev./1997) descreve uma composição cosmética e dermatológica capaz de proteger, nutrir, dar firmeza e tenacidade a pele. Sendo que a primeira dispersão de lipídeos foi encapsulada em vesículas ou lipossomos, o qual são capazes de penetrar e tratar as camadas mais profundas da pele. E a segunda dispersão de lipídeos foi encapsulada em vesículas ou lipossomos, o qual são capazes de atuar no estrato córneo, na parte mais superficial da pele. O óleo de Rosa Mosqueta foi utilizado, como um veículo riquíssimo em ácidos graxos poliinsaturados, no tratamento e proteção das camadas mais profundas da pele.  
A empresa suíça Nestlé publicou uma patente (Maio/1996) de uma mistura de triglicerídeos riquíssima em ácidos graxos poliinsaturados, onde o óleo de Rosa Mosqueta faz parte dessa composição, juntamente com outros óleos vegetais ricos em ácidos graxos essenciais, sendo indicado como suplemento alimentar numa composição alimentícia.
Numa outra patente (Ago/1995), essa mesma empresa (Nestlé) desenvolveu uma composição, cuja formulação é bem balanceada em ácidos graxos insaturados, para ser aplicada em formulações cosméticas tópicas que sejam efetivas em controlar a perda de água transepidérmica, contribuindo com a proteção da barreira da pele.  Nessa composição o óleo de Rosa Mosqueta participa numa concentração bem elevada, para promover a sua atividade biológica de restauração da membrana celular e cicatrização. 
Uma patente Coreana (Ago./2003) mostra uma composição de creme dental, onde o óleo de Rosa Mosqueta, usado na concentração de 1 a 6%, mostrou-se efetivo contra doenças paradental, como gengivite, paradentite, carie, estomatite, provendo resistência a abrasão aos dentes e sendo efetivo contra a inflamação da boca.
A L’Oreal publicou uma patente (Jul./2003), onde o extrato de diversos tipos de rosáceas, inclusive a Rosa Mosqueta, possui atividade biológica  em formulação de diversos produtos cosméticos, inclusive produtos para o tratamento e prevenção da calvície.
Em dois trabalhos de pesquisa realizada (1990 e 1994) no Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Sevilha, Espanha, onde o óleo de Rosa Mosqueta foi utilizado numa solução oleosa na concentração de 26% no tratamento de 10 pacientes com úlceras varicosas e com feridas pós-cirúrgicas, mostrou resultados altamente favoráveis na cicatrização e regeneração da pele, sem  encontrar nenhum efeito secundário.
Nessa mesma Universidade de Sevilha, na Espanha, o óleo de Rosa Mosqueta mostrou-se eficaz no tratamento da acne em 36 pacientes, sendo que os resultados indicaram que foram considerados muito bons em 82,69%, bom em 15,38% e médios ou fracos em 1,92% de pacientes tratados.
Na Universidade do Chile (1985), foi estudada e testada a aplicação cosmética de um creme de óleo de Rosa Mosqueta, que mostrou ser eficaz na regeneração dos tecidos em pacientes portadores de quelóides, cicatrizes e linhas de envelhecimento prematuro.
Uma patente registrada no INPI (Out./2006) se refere a um processo de preparação de um creme para uso tópico externo a base de óleo de Rosa Mosqueta, o qual apresenta um notável efeito terapêutico na recuperação da epiderme com estrias. 
Na linha de produtos veterinários, o óleo de Rosa Mosqueta está sendo utilizado com grande eficiência em formulações de produtos contra pulgas e carrapatos, sendo que atua como cicatrizante e minimiza a irritação causada pelas picadas de insetos.
Uma patente registrada no INPI (Mar./2004), diz respeito a uma composição aromática para animais (aromaterapia), onde entra diversos tipos de óleos vegetais, aromáticos e não aromáticos, sendo que o óleo de Rosa Mosqueta está citado como um princípio ativo que pode ser utilizado nessa composição na forma de banho, diretamente sobre o corpo do animal ou difundido pelo ambiente.
As diversas aplicações e propriedades descritas acima, fazem do óleo de Rosa Mosqueta um produto extremamente versátil para ser utilizada pelos formuladores das indústrias Cosméticas e Farmacêuticas e Veterinárias, proporcionando a certeza e a segurança de se obter um produto eficaz, com inúmeros benefícios cosméticos e dermatológicos.

 

Referências Bibliográficas

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Autor: Fernando Scudeller Libardi

Especialista em cosméticos, tendo atuado em empresas multinacionais na área de pesquisa e desenvolvimento de formulação de produtos cosméticos, insumos e processos. Atualmente trabalha como gerente de pesquisa e desenvolvimento numa empresa nacional.

 

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